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100%
da produção de celulose e papel no Brasil vem de florestas
plantadas, que são recursos renováveis
24/02/2010
- O ministro da Previdência, José Pimentel, anunciou
que o governo deverá editar na próxima semana um decreto
suspendendo a aplicação do Fator Acidentário
Previdenciário (FAP) para as empresas que sofreram aumento
no Seguro de Riscos Ambientais do Trabalho (RAT) e contestaram administrativamente
a metodologia de cálculo e o valor do acréscimo. A
partir da edição do decreto, estas empresas poderão
recolher a taxa sem a aplicação do FAP, até
o julgamento dos recursos.
O anúncio
foi feito em audiência no dia 23 de fevereiro, em Brasília,
a uma delegação de empresários e sindicalistas
da construção civil. Integraram o grupo, entre outros,
o presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Estado de São Paulo), Sergio Watanabe; os vice-presidentes
de Relações-Capital Trabalho, Haruo Ishikawa, e de
Responsabilidade Social, Maristela Honda; os assessores jurídicos
Renato Romano e Rosilene Carvalho Santos; o presidente da Comissão
de Política de Relações Trabalhistas da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção, Antonio
Carlos Gomes, e o presidente do Sintracon (trabalhadores da construção
de São Paulo), Antonio Ramalho.
O presidente
do SindusCon-SP manifestou grande preocupação com
relação às ilegalidades e distorções
detectadas na metodologia de cálculo do FAP, que acabaram
penalizando injustamente quem investiu em segurança e saúde
do trabalho e motivaram contestações administrativas
e judiciais por parte de milhares de empresas.
O ministro
negou a existência de ilegalidades, mas também anunciou
que a Previdência irá constituir, nas próximas
semanas, um grupo de trabalho composto por representantes de trabalhadores,
empregadores e governo, para estudar modificações
na metodologia de cálculo do FAP.
Este
fator multiplicador, que varia de 0,5 a 2, pode reduzir ou aumentar
o valor do RAT, de acordo com o volume de acidentes de trabalho
e afastamentos por saúde ocorridos na empresa e em seu setor
de atividade.
Na
audiência, o SindusCon-SP manifestou preocupação
de que essas ilegalidades desestimulem as empresas que investiram
em segurança do trabalho. O sindicato destacou que acidentes
no trajeto para a empresa também estão sendo computados
incorretamente como acidentes de trabalho. Pimentel concordou em
que essa questão precisará ser revista.
O ministro
fez um apanhado da legislação, mostrando estatísticas,
aumentos e reduções do RAT. Segundo ele, no caso da
construção, 43.641 tiveram decréscimo e 10.258
sofreram aumento do Seguro de Riscos Ambientais do Trabalho (que
até o ano passado denominava-se SAT -Seguro de Acidentes
do Trabalho).
Fonte:
Notícia publicada no Portal Investimentos e Notícias
(Redação - Agência IN)
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