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Sucessão
pode ser agilizada com Andrade assumindo CNI
Machado
Júnior deve ser aclamado.
LEONARDO
FRANCIA.
25/02/2010
- Assim que o atual presidente da Federação das Indústrias
do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Robson Braga de Andrade, assumir
interinamente a presidência da Confederação Nacional
da Indústria (CNI), em 1º de junho, o vice-presidente
da Fiemg, Olavo Machado Júnior, já poderá se
tornar o novo presidente da entidade e de forma consensual, caso não
sejam registradas outras chapas até amanhã. A eleição
acontece no final de abril e a posse está marcada para 27 de
maio. A afirmação é do próprio empresário.
ALISSON
J. SILVA

Olavo Machado Júnior conta com o apoio
do próprio Andrade e dos principais sindicatos.
De acordo com Machado Júnior, que também é
diretor da CNI, a eleição da federação
é realizada com o voto de 130 sindicatos. Cada chapa possui
aproximadamente 70 cargos e, por isso, durante o processo de composição
dos grupos, ao que tudo indica, a eleição já
é praticamente definida. Ele afirmou que sua candidatura
conta com o apoio de Andrade e de outros potenciais postulantes
ao cargo. Portanto, sua eleição pode ocorrer de forma
consensual.
Entre
os industriais citados por ele estão o diretor-técnico
do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de
Minas Gerais (Sebrae Minas), Luiz Carlos de Oliveira; o proprietário
da Delp Engenharia Mecânica, Petrônio Machado Zica;
o fundador da Soldering Comércio e Indústria Ltda
e atual diretor da Tecnoloc Locações Inteligentes
Ltda, Romeu Scarioli, e o diretor de Relações Institucionais
da AVG Holding, José Fernando Coura.
Zica,
que também é presidente do Sindicato da Indústria
Mecânica no Estado de Minas Gerais (Sindimec-MG), afirmou
ao DIÁRIO DO COMÉRCIO que Machado Júnior é
o nome mais forte para assumir a Fiemg após a saída
de Andrade. "Ele deve ser eleito consensualmente em abril",
disse. O industrial não acredita no registro de outras chapas
para disputar a presidência da entidade.
Outro
industrial que apoia a eleição de Machado Júnior
é o proprietário da Construtora Diniz Camargos e presidente
da Câmara da Indústria da Construção
Civil da Fiemg, Teodomiro Diniz Camargos. "A efetivação
de Olavo Machado Júnior é um consenso. Não
conheço movimentos contrários e nem tenho ciência
do registro de outras chapas", destacou.
Já
o atual líder da Fiemg, Robson Braga de Andrade, que também
é vice-presidente da CNI, assume interinamente a liderança
da entidade até outubro uma vez que o atual presidente, Armando
Monteiro, deixa o cargo no dia 1º de junho para dedicar-se
à campanha eleitoral ao Senado, pelo PTB de Pernambuco. O
empresário mineiro deve ser efetivado como novo líder
da confederação, já que conta com o apoio de
Monteiro e de empresários da indústria.
Fiesp
- Outro fator que fortalece a possibilidade de efetivação
de Andrade como presidente da CNI é que o primeiro vice-presidente
da entidade, Paulo Skaff, atual presidente da Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), está
impedido de substituir Monteiro, porque também deve disputar
as eleições - ele é pré-candidato a
governador de São Paulo pelo PSB.
O nome
do atual presidente da Fiemg vem crescendo no meio empresarial desde
que apoiou a eleição do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Na chapa petista estava o mineiro José Alencar
Gomes da Silva, industrial que também foi presidente da Fiemg.
Além disso, a indicação de Andrade toma corpo
no meio industrial para reduzir a influência da Fiesp dentro
da CNI.
Se
a expectativa for confirmada, Andrade poderá ser o primeiro
mineiro a assumir a direção da CNI em 50 anos. O último
foi o industrial Lídio Lunardi, que ocupou a presidência
da entidade durante o governo Juscelino Kubitschek.
Fonte:
Diário do Comércio
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