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Estudo
mostra cenário do mercado de carbono
Relatório
traz informações de mais de 100 instituições
23/02/2010 - O relatório "State of the Forest Carbon
Markets, com base em informações de mais de 100 instituições,apresenta
os números e tendências para um mercado com grande
perspectiva de crescimentos nos próximos anos.
Os
mercados de carbono florestais captaram aproximadamente US$ 100
milhões em projetos de conservação, negociando
20,8 milhões de MtCO2 entre 2007 e a primeira metade de 2009,
aponta o relatório State of the Forest Carbon Markets 2009:
Taking Root & Branching Out.
Este
foi o período de maior crescimento do mercado em termos financeiros,
causado principalmente pelo maior volume de projetos e pelos preços
associados ao aumento do interesse no mercado voluntário
como um todo. Também foi quando os padrões de qualidade,
como o CCBStandard, e a infraestrutura alcançaram um bom
nível de amadurecimento.
O relatório
afirma que a região com maior número de projetos no
mundo em desenvolvimento migrou da América Latina para a
África. Apesar disso, globalmente, a América do Norte
aparece ainda como a região com mais créditos em 2008,
gerando 42% do volume negociado naquele ano, seguido pela África
e América Latina com 26% e 21% respectivamente.
Os
dados foram obtidos com base em entrevistas com mais de 100 participantes
do mercado, 65 dos quais responsáveis por projetos de proteção
ou restauração florestal e 37 intermediários.
O trabalho, que traça um quadro do mercado atual e registra
algumas novas tendências, tem como objetivo dar transparência
ao mercado de créditos florestais.
Os
pesquisados documentaram a presença do mercado em mais de
dois milhões de hectares de florestas nos últimos
20 anos, o que resultou na captura de cerca de 70 milhões
de toneladas de carbono (MtCO2) nas árvores.Segundo o relatório,
a promessa agora é de crescimento, pois existe a possibilidade
da nova lei climática norte-americana abranger também
o financiamento para a proteção florestal.
Negociações
de balcão
De uma forma geral, os preços dos créditos de carbono
variaram de US$0,65/ tCO2 para mais de $50/ tCO2. Ao longo do tempo,
o preço médio foi de US$ 7,88/ tCO2. Os mercados obrigatórios
(como os esquemas de comércio de carbono regionais e o ligado
a ONU) comandaram os preços mais altos, com uma média
de US$10,24/ tCO2, seguido pelo mercado voluntário de negociações
de balcão (OTC) com US$8,44/ tCO2 e pela Bolsa Climática
de Chicago (CCX) com US$3,03/ tCO2.
Em
2008, o mercado OTC tinha então o preço mais elevado
com US$7,12/ tCO2, mas foi ultrapassado em junho de 2009 pelo mercado
obrigatório que atingiu US$12,31/ tCO2.
As
negociações de balcão representam atualmente
90% do número total de projetos. Com 6%, aparece a CCX e
os mercados regulamentados têm apenas 4%, sendo metade das
transações do esquema regional australiano de New
South Wales (NSW GGAS) e a outra metade em projetos de florestamento
e reflorestamento sob o Protocolo de Quioto (no Mecanismo de Desenvolvimento
Limpo - MDL).
O valor
histórico do mercado até o fim do primeiro semestre
de 2009 foi de US$ 149,2 milhões, dos quais US$ 137,6 milhões
nos mercados voluntários e US$ 11,6 milhões nos regulamentados.
Fonte:
Redação Capital News/Adaptado por Celulose Online
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