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Empresários
pressionam Mantega
Ministro
da Fazenda reconheceu que os custos com impostos no país
são excessivos.
25/02/2010 - Os empresários mineiros reunidos ontem com ministro
da Fazenda, Guido Mantega, durante a primeira reunião plenária
da Associação Comercial de Minas (ACMinas) de 2010,
no Automóvel Clube de Belo Horizonte - na qual também
esteve presente o presidente da República em exercício,
José Alencar Gomes da Silva -, cobraram a redução
da carga tributária, que compromete a saúde das empresas
brasileiras.
O ministro
afirmou que o governo federal irá manter a atual política
de desoneração da carga tributária. Ele reconheceu
que os custos com impostos no país são excessivos
e que o que foi feito até o momento é insuficiente
para acabar com a sobrecarga nas empresas.
"Temos
que reduzir os tributos no Brasil. Nós reconhecemos que a
carga tributária é alta no país, mais alta
do que em outros países, e temos feito isso gradualmente.
Mas reconhecemos que o que tem sido feito não é suficiente",
afirmou o ministro, durante a palestra que proferiu para o empresariado
mineiro.
Mantega
enfatizou os altos encargos trabalhistas que são praticados
no país. "A folha de pagamento pesa, não pelos
salários, mas pelos encargos que temos", ressaltou.
Segundo o ministro, essas são maneiras de estimular a economia
e melhorar a competitividade brasileira.
"Continuaremos
na trajetória de desoneração porque sabemos
que isso estimula a economia, e mais: dá competitividade
para a produção brasileira. Temos nos defrontado com
a produção de vários países que pagam
uma "mixaria" de mão de obra, que têm uma
série de subsídios e têm também às
vezes câmbio favorecido, artificial, que não é
o nosso caso", justificou.
Carga
- A redução da carga tributária foi uma das
reivindicações feitas pelo presidente da ACMinas,
Charles Lotfi, ao ministro. Ele cobrou de Mantega, em nome do empresariado
mineiro, o fim dos excessos na política tributária.
"Esta é uma bandeira que iremos continuar erguida. Todos
os dias milhares de empresas fecham as portas no país em
função da sobrecarga tributária. Vamos continuar
insistindo para reduzi-lo", disse.
Lotfi
disse que o raciocínio dos empresários mineiros é
pertinente diante do atual momento econômico vivido pelo país,
que é muito positivo, com perspectiva de crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB) acima de 5% em 2010.
Além
disso, segundo Lotfi, as alegações do governo de que
a redução tributária implica em queda na arrecadação
não procedem. "Sabemos que a arrecadação
no ano passado até apresentou queda, mas isso ocorreu mais
pela queda da atividade industrial do que pela redução
do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Portanto, uma
desoneração não pode ser descartada sem que
sejam avaliados os seus benefícios", ressaltou.
Simples
- O presidente da ACMinas também reivindicou junto ao ministro
da Fazenda que sejam revistas as regras de exclusão das micro
e pequenas empresas do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos
e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno
Pore (Simples). "Da forma como tem sido feito, dezenas de milhares
de pequenas empresas já foram penalizadas", disse.
Durante
o encontro, Lotfi entregou a Mantega um documento com reivindicações
dos pequenos e micro empresários, que será analisado
pela equipe econômica do governo. José Alencar não
concedeu entrevistas.
Fonte:
Diário do Comércio
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