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Taxa
de desemprego na RMBH cai 2%
Indicador
na região chegou a 9,6% em janeiro, depois de alcançar
9,8% em dezembro do ano passado.
25/02/2010 - A taxa de desemprego entre a População
Economicamente Ativa (PEA) na Região Metropolitana de Belo
Horizonte (RMBH) passou de 9,8% em dezembro de 2009 para 9,6% em
janeiro deste ano, o que corresponde a uma queda de 2%. Em relação
a janeiro do ano passado o indicador registrou alta de 9,1%, já
que no primeiro mês do exercício passado ele chegou
a 8,8%. Os dados fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego
(PED), divulgada ontem pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento
Social (Sedese), Fundação João Pinheiro (FJP),
Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos
(Dieese) e Fundação Sistema Estadual de Análise
de Dados (Fundação Seade).
Ainda
de acordo com o levantamento, a RMBH apresentou a menor taxa de
desemprego entre as seis regiões pesquisadas. A maior delas
foi verificada no Recife e em Salvador, de 17,7%, seguidos do Distrito
Federal (14,7%), São Paulo (11,8%) e Porto Alegre (9,7%).
O tempo médio de procura por emprego na Grande BH foi 42
semanas.
Confome
o estudo, a Região Metropolitana de Belo Horizonte conta
hoje com uma PEA estimada em 2,538 milhões de pessoas sendo
que o número de ocupados é de 2,294 milhões.
Mais uma vez, o setor de serviços foi o que mais empregou
no primeiro mês deste ano (4 mil), seguido pelo comércio
(3 mil), pelo agregado de outros setores (2 mil) e pela indústria
(1 mil). Já a construção civil registrou retração
de 7 mil postos de trabalho em janeiro de 2010 em relação
ao mês anterior.
Na
análise dos 12 meses encerrados em janeiro, o contingente
de desempregados aumentou em 28 mil pessoas, em função
da insuficiente geração de postos de trabalho (54
mil) para absorver as 82 mil pessoas que ingressaram no mercado.
Também
nesse intervalo, o setor de serviços manteve a liderança
na geração de vagas (63 mil). Em seguida aparece a
construção civil (13 mil). A indústria, o comércio
e o agregado de outros serviços registraram retração
de 15 mil, 6 mil e 1 mil empregos, respectivamente. Na mesma base
de comparação, o salário real médio
cresceu 2,8% e passou de R$ 1.229 para R$ 1.264.
De
acordo com o coordenador técnico do Dieese, Mário
Marcos Sampaio Rodarte, as perspectivas para este ano são
de crescimento no número de ocupações, com
a acentuada recuperação da economia e a conseqüente
queda da taxa de desemprego. "Acreditamos no desenvolvimento
de setores importantes, como a indústria, que já vem
retomando os patamares pré-crise, a construção
civil, que deve atravessar momento de expansão nas contratações
e também o setor de serviços que, tradicionalmente,
é um dos que mais gera postos de trabalho", afirmou.
Conforme
Rodarte, a expectativa é de que os números da PED
melhorem mês a mês, principalmente a partir do segundo
trimestre deste ano. "Alguns setores ainda sentem reflexos
da crise financeira internacional, que vem sendo superada de forma
gradual. Énatural que haja um tempo de adaptação
para que os reflexos dessa recuperação possam ser
sentidos de forma mais efetiva no mercado de trabalho", disse.
Para
ele, os números da PED são positivos. "O primeiro
trimestre do ano é, costumeiramente, um período de
retração no número de empregos em função
do aquecimento normal do período de final de ano. No entanto,
a RMBH registrou queda do desemprego em janeiro em relação
a dezembro, o que é positivo. Se analisarmos a taxa de desemprego
ao longo do tempo, observamos que há queda contínua
no número de desocupados", disse Rodarte.
Fonte:
Diário do Comércio
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