Passada a crise, mercado indica sinal de recuperação

Mas, alguns especialistas ainda afirmam que tal fato não passa de uma bolha

17/02/2010 - Passada a crise, investidores estão provocando uma forte alta nos preços de combustíveis, minerais, metais e alimentos. O novo ciclo de alta das commodities é reflexo da demanda da China, da busca dos investidores por ativos mais rentáveis e da desvalorização do dólar. O fenômeno indica um sinal de recuperação da economia mundial, mas há quem diga que tal fato não passa de uma bolha - provocando inflação em um ambiente ainda frágil de retomada.

O índice Commodities Research Bureau (CRB), principal termômetro dos preços das matérias-primas, subiu 44% entre fevereiro de 2009 - quando atingiu o nível mais baixo - e janeiro de 2010. Parte do salto (16,6%) ocorreu no último trimestre do ano, quando as economias americana e europeia começaram a se recuperar.

O petróleo é a principal commodity e influencia os demais mercados. Depois de cair a US$ 43,6 por barril em fevereiro de 2008, chegou a US$ 67,7 em setembro. A tonelada do minério de ferro já atinge US$ 135 no mercado, 68,5% acima do preço de referência de 2009. A Vale vai ser uma das empresas mais beneficiadas por essa alta de preço, porque falta minério de qualidade no mundo. Os preços da celulose se recuperaram, a tonelada saiu de US$ 480 em maio para US$ 560 em setembro e saltou para os atuais US$ 730. Porém, o valor está abaixo dos US$ 840 pré-crise. A China é um fator decisivo no novo ciclo de alta das commodities e explica a diferença de ritmo entre insumos industriais e alimentos. O país asiático saiu rapidamente da crise com um pacote de US$ 586 bilhões, voltado à infraestrutura, o que elevou a demanda por produtos como minério de ferro.

Fonte: Avicultura Industrial / Adaptado por Celulose Online