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Projeto
de lei incentiva proteção ao meio ambiente
Da
redação
28/01/2010
- Com o objetivo de incentivar o proprietário rural a destinar
parte de suas terras à preservação e à
conservação da cobertura florestal, o presidente da
Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP), apresentou
o projeto de lei nº 129/09 instituindo o Programa de Pagamento
por Serviços Ambientais (PSA).
A proposta
do parlamentar está sendo analisada pela Comissão
de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais.
O projeto foi formatado após um amplo debate no Katoomba
Meeting 2009. O objetivo é recompensar financeiramente o
proprietário rural, em função do valor econômico
dos serviços ambientais prestados pela área destinada
à cobertura florestal.
Durante
o Katoomba Meeting 2009, o ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc
disse ser favorável ao programa e informou que o Fundo da
Amazônia oferece recursos nesse sentido para os Estados.
De
acordo com a proposta, o valor máximo para o pagamento e
os critérios para que as áreas com cobertura florestal
sejam caracterizadas como prestadores de serviços ambientais
em cada uma das modalidades serão fixados por decreto. Além
disso, os eventuais créditos de carbono gerados em decorrência
da aplicação do PSA serão de titularidade do
proprietário e poderão ser comercializados pelo mesmo.
Enquanto
isso, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) publicará,
por meio de Edital de Adesão dos proprietários ao
Programa, a bacia hidrográfica a ser contemplada de acordo
com o estudo técnico que apontará as áreas
prioritárias, observando os objetivos da proposta e à
disponibilidade orçamentária.
Para
a adesão ao Programa, o proprietário rural firmará
contrato de pagamento pela prestação de serviços
ambientais com o Agente Financeiro a ser conveniado com a Sema.
O contrato terá prazo mínimo de dois anos e máximo
de dez. O mesmo poderá ser renovado, mas de acordo com critérios
técnicos e disponibilidade orçamentária. O
texto da proposta define ainda que o proprietário assumirá
todas as responsabilidades civis, administrativas e penais decorrentes
de omissões ou pela prestação de informações
falsas, no ato de assinatura do contrato.
No
Brasil, segundo o parlamentar, a empresa O Boticário já
deu o primeiro passo nessa direção, por meio do Projeto
Oásis, que pretende oferecer uma espécie de premiação
financeira periódica aos proprietários que conservarem
os remanescentes da Mata Atlântica em suas terras, nos mananciais
ao sul da capital paulista.
Fonte:
Celulose Online
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