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Empresas
de celulose planejam investir US$ 5,5 bi
14/01/2010
- O ano promete ser agitado na indústria brasileira de celulose.
Diante das postergações de alguns investimentos em
2009 e da reorganização da Aracruz e da Votorantim
Celulose e Papel (VCP), que se uniram e deram origem à Fibria
em setembro passado, os principais fabricantes do País precisam
decidir neste ano o cronograma dos primeiros projetos do novo ciclo
de expansão do setor.
Isso
se quiserem aumentar a oferta para acompanhar o crescimento de demanda,
que tende a se acentuar nos próximos anos. Em um cenário
menos otimista, ao menos US$ 5,5 bilhões em aportes precisam
ser definidos até o final de 2010. Mas esse número
pode saltar para quase US$ 20 bilhões caso o ambiente de
negócios permita projeções de investimentos
para o longo prazo.
A lista
de empresas que deverão decidir sobre novos projetos ao longo
de 2010 inclui Fibria, Veracel, Suzano Papel e Celulose e Cenibra.
Mas outras empresas, casos da Stora Enso e Klabin, também
podem divulgar novidades sobre seus planos de expansão. Líder
do mercado global de celulose de eucalipto e com menos de cinco
meses de existência, a Fibria ainda não anunciou seu
plano de investimentos, que deverá incluir projetos divulgados
anteriormente pela Aracruz e pela VCP. De acordo com o anunciado
pela companhia em outubro passado, o primeiro novo projeto deve
entrar em operação daqui a três anos.
Não
há, no entanto, uma definição de qual será
a unidade escolhida até o momento. A princípio a Fibria
acreditava que poderia concluir a duplicação da Veracel,
joint venture que possui com a sueco-finlandesa Stora Enso, até
o final de 2013. Esse prazo, no entanto, não deve ser cumprido
devido a problemas enfrentados pela companhia em obter licença
ambiental para ampliar a base florestal na região próxima
à fábrica, localizada em Eunápolis (BA).
A definição
sobre o projeto da Veracel determinará também o cronograma
da expansão da fábrica da Fibria de Três Lagoas
(MS). Caso o projeto com a Stora Enso enfrente dificuldades, é
possível que a ampliação da unidade sul-mato-grossense
ocorra antes da Veracel, entre 2013 e 2014. O projeto de expansão
da Veracel foi orçado preliminarmente em US$ 1,2 bilhão,
segundo divulgado pela Associação Brasileira de Celulose
e Papel (Bracelpa), enquanto a duplicação da fábrica
de Três Lagoas pode envolver até US$ 2 bilhões,
segundo estimativas calculadas a partir de valores dos projetos
já anunciados no mercado.
A Suzano
é outra companhia que deverá definir investimentos
em 2010. Apesar de manter inalterados os planos de construir duas
fábricas no Nordeste, em 2013 e 2014, a companhia postergou
a decisão sobre a ampliação da capacidade da
fábrica de Mucuri (BA). O projeto, estimado inicialmente
em US$ 630 milhões, incluindo investimentos na base florestal,
deve ter seu destino definido neste ano para que seja implementado
até 2012. Do contrário, o projeto tende a ser postergado
para depois de 2015 ou suspenso temporariamente.
Unidade
da Stora Enso no Estado é esperada para 2010
Além dos projetos citados, outros investimentos, de mais
longo prazo, podem ter seus detalhes divulgados neste ano. Nessa
lista constam a terceira fábrica da Suzano, com início
de operação previsto para 2015; a unidade que a Stora
Enso pretende construir no Rio Grande do Sul, ainda sem cronograma
definido; a fábrica de celulose já anunciada pela
Klabin, com início de produção previsto para
a partir de 2015; o projeto da Celulose Riograndense (ex-Unidade
Guaíba da Fibria), cujo cronograma em análise pelos
chilenos da CMPC pode apontar para início da produção
entre 2014 e 2015, além de mais uma fábrica da Fibria,
a operar provavelmente a partir de 2017 no Rio Grande do Sul ou
no Espírito Santo.
A definição
da viabilidade desses projetos se torna mais factível à
medida que o ambiente de negócios se torna mais claro. "O
mercado está bastante demandante para novas capacidades de
baixo custo e o cenário do câmbio sinaliza para maior
estabilidade", destaca o analista da Link Investimentos Leonardo
Alves.
Beneficiadas
pelo aumento da demanda por celulose de fibra curta, caso do eucalipto
brasileiro, e pelo fechamento de capacidades de unidades pouco competitivas
do hemisfério Norte, as fabricantes pretendem se adequar
ao aumento da demanda previsto para os próximos anos. A despeito
das preocupações com a recente desvalorização
do dólar frente ao real. "Todo exportador quer um dólar
valorizado", afirma o analista da SLW Corretora Pedro Galdi.
Fonte:
Jornal do Comércio. Adaptado por Celulose Online
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