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MP
questiona lei ambiental de Minas
12/01/2010
- A Procuradoria Geral da República entrou com uma ação
direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal
contra a Lei 18.023/09, que reduziu as áreas de preservação
permanentes (APPs) no entorno de represas em Minas Gerais. De acordo
com o questionamento do Ministério Público, o texto
aprovado pelos deputados e sancionado pelo Executivo fere a legislação
federal.
Aprovada
também com muito embate na Assembleia, a lei passou a APP
de represa hidrelétrica para 30 metros, sem prejuízo
da compensação ambiental e da obrigação
de recuperar áreas degradadas. Também assegurou os
"usos consolidados" inclusive quando ele for para exploração
de atividades agrícolas.
Segundo
a Adin, a lei contraria resolução do Conselho Nacional
do Meio Ambiente (Conama) por reduzir os limites previstos de forma
genérica. A ação também considera que
a lei falhou ao criar "uma espécie de direito adquirido",
quando permite a conservação do "uso consolidado"
nos 30 metros de APP.
Por
meio de sua assessoria de imprensa, a Advocacia Geral do Estado
de Minas Gerais (AGE) informou que vai aguardar a comunicação
oficial para tomar conhecimento do inteiro teor da Adin e se manifestar,
dentro dos prazos legais, em conjunto com a Procuradoria da Assembleia.
Fonte:
Uai Online. Adaptado por Celulose Online
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