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2010
será prova de fogo por Proteção da Amazônia
01/01/2010
- A proteção da Amazônia passará por
uma "prova de fogo", neste ano que se inicia. O fim da
crise econômica, as eleições e a construção
de grandes obras trazem dúvidas se, mesmo em um ano mais
agitado política e economicamente, a velocidade do desmatamento
será como em 2009.
Entre
agosto de 2008 e julho deste ano, imagens de satélite analisadas
pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostraram
que a floresta perdeu 7.008 km². Essa é a menor taxa
anual de desmatamento desde que o instituto começou a medir
a devastação da floresta, em 1988.
E como
será 2010? Especialistas temem que, com o reaquecimento da
economia, a agropecuária, o corte de madeira e a produção
de carvão voltem a pressionar a floresta, e os números
não sejam tão bons.
Eleições
As eleições também podem atrapalhar a proteção
da floresta. Segundo o Ibama, a queda do desmatamento em 2009 foi
causada pelo aumento da fiscalização. Para não
desagradar regiões que dependem economicamente do desmatamento
ilegal, candidatos podem promover mais resistência às
ações dos órgãos ambientais.
Outra
incógnita é se a candidatura de Marina Silva (PV)
à presidência pode trazer uma "concorrência
benéfica" para a floresta. Como a bandeira mais forte
da senadora acreana é a ecologia, a tendência é
que outros candidatos reforcem as causas ambientais em seus planos
de governo, e a Amazônia sai ganhando.
Grandes
obras
A construção de estradas e hidrelétricas também
desperta apreensão sobre o ano que está por vir. Há
grande torcida, contra e a favor, sobre a liberação
da reforma da rodovia BR-319, que liga Porto Velho a Manaus, e da
construção da hidrelétrica de Belo Monte, no
Rio Xingu, no Pará. Ambas as obras aguardam licença
do Ibama e são contestadas por ambientalistas.
Ao
mesmo tempo, há expectativa sobre os impactos de empreendimentos
que já foram liberados e estão atraindo milhares de
trabalhadores para a Amazônia, como as usinas de Jirau e Santo
Antônio, no Rio Madeira, e a mina de bauxita de Juruti, no
Pará.
Troca
de ministros
Para completar a "prova de fogo", em março o ministro
do Meio Ambiente, Carlos Minc, deixará o cargo para participar
das eleições como candidato a deputado estadual pelo
Rio de Janeiro. Quem deve assumir o posto é a secretária-executiva
do ministério, Isabela Teixeira.
Fonte:
Globo Amazônia. Adaptado por Celulose Online
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