Mercado: Otimismo marca opinião de analistas

15/12/2009 - Analistas financeiros anunciam otimismo para a terceira semana de dezembro e antepenúltima do ano, que prometem acompanhar o ritmo da anterior e seguir em trajetória de alta. A previsão é que investidores estarão mais dispostos a alocar recursos em investimentos de risco.

Segundo Miriam Tavares, analista de câmbio da AGK Corretora de Câmbio, a semana começa com os mercados em ritmo positivo, com os players mais dispostos a investir em ativos de risco. Parte deste apetite por risco é uma reação à notícia de que o emirado de Abu Dhabi vai disponibilizar US$ 10 bilhões para que Dubai World previna novos problemas em seu portfolio.

Segundo a analista, caso os dados externos não tragam surpresas muito negativas, o Ibovespa pode alcançar 70 mil pontos, enquanto o câmbio brasileiro pode seguir mais cauteloso à espera dos dados das contas externas. "O comportamento dos investidores nos mercados internacionais, especialmente no que se refere ao apetite por risco e seu impacto na variação do dólar ante as principais moedas e aos preços das commodities exportadas pelo Brasil, deve continuar sendo o principal fator de influência para os mercados domésticos de câmbio e de renda variável", explica.

Crescimento Econômico
A divulgação do crescimento de 1,3% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro no terceiro trimestre surpreendeu o mercado por vir abaixo dos 2% previstos por analistas na comparação com o segundo trimestre. Porém, o número, divulgado na última quinta-feira (10) acabou não assustando os investidores, uma vez que a bolsa de valores brasileira subiu tanto na quinta quanto na sexta-feira.

Para os analistas do Santander, a revisão do PIB não deve alterar a percepção de força da retomada do crescimento, pois a nova série não altera a perspectiva de comportamento de dados cruciais, por isso o mercado acionário segue em alta. "Mas a informação é relevante na hora de estimar hiato do produto, fundamental para a determinação dos juros", atentam.

Agenda
No Brasil, destaca-se a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que decidiu manter a taxa Selic em 8,75% ao ano. Com a ata levemente mais conservadora, o mercado espera um viés de alta para a curva de juros. Nesta semana também sairão dados de inflação aqui no Brasil, números sobre emprego formal de novembro (Caged), taxa de desemprego, vendas no varejo, arrecadação de novembro e conta corrente.

No cenário internacional, as atenções se voltarão para as decisões sobre juros nos Estados Unidos e no Japão. Além disso, haverá também divulgação de números de inflação e atividade nos EUA, Zona do Euro e Inglaterra e também de indicadores do setor imobiliário nos EUA. "Em linhas gerais, os resultados devem ser bons e a decisão sobre os juros deve ser bem recebida. É esperado que o Banco Central americano mantenha a Fed Funds inalterada. Nosso cenário continua incorporando alta dos juros nos EUA somente no segundo semestre do ano que vem", comenta Miriam Tavares, da AGK.

Por fim, na próxima sexta-feira (18), haverá o chamado Quadruple Witching, que é o vencimento de quatro tipos de contratos futuros, o que deve gerar um pouco de volatilidade no final da semana, segundo analistas da Socopa Corretora.

Fonte: Infomoney. Adaptado por Celulose Online