|
Crise:
Pesquisa mostra empresas com bom desempenho
Da
Redação
10/12/2009
- Em estudo elaborado em parceria com a FNQ (Fundação
Nacional da Qualidade), a Serasa Experian concluiu que o desempenho
financeiro das empresas que adotam o Modelo de Excelência
em Gestão® (MEG) é melhor frente à média
de seus respectivos setores. Para o levantamento, foram analisados
os demonstrativos financeiros de 182 empresas usuárias do
MEG e os números gerais dos setores da indústria,
do comércio e de serviços, ao longo de nove anos sucessivos,
desde 2000.
Entre
as indústrias, a curva de evolução do faturamento
mostrava em junho deste ano uma evolução acumulada
de 50% contra 47% das indústrias em geral. A retração
de 7% no 1º semestre foi menor para as organizações
usuárias do modelo quando comparada aos resultados consolidados
da média do setor, que apresentou queda de 10% no mesmo período.
O setor todo apresentou, em média, queda de 10% no mesmo
período. O levantamento mostra ainda que a margem de lucro
ajustado das indústrias usuárias do MEG foi, no primeiro
semestre de 2009, 15,3% maior que nos últimos 12 meses -
contra 8,6% do constatado no setor.
No
comércio, o panorama se repete. As organizações
que, nesse setor, se orientam pelo MEG apresentaram entre 2000 e
2008 uma evolução de 82,8% no faturamento, ante 51,2%
do setor. No mesmo período, a margem de lucro ajustada das
empresas de comércio que aplicam o modelo disseminado pela
FNQ ficou em 3%, enquanto o setor atingiu 2,6%.
No segmento de serviços, as empresas que aplicam o MEG apresentaram
ganhos de 29,6% no faturamento entre 2000 e 2008, no passo que o
setor em geral acumulou valorização de 24,3%. Em junho
deste ano, as organizações que adotam o modelo da
FNQ tiveram uma queda no faturamento (4,5%) ligeiramente maior que
a constatada em todo o setor, que ficou em 4,1%, em relação
a dezembro de 2008. Em contrapartida, a margem de lucro ajustada
das organizações que usam o modelo da FNQ, no mesmo
período, foi de 12,4%, contra 7,8% do setor. No entanto,
as usuárias do MEG tiveram um endividamento maior (129,5%)
em relação ao setor, que foi de 107,3%, em função
do maior volume de investimento que elas estão realizando.
No
setor de serviços, em junho deste ano as empresas que aplicam
o MEG tiveram uma queda no faturamento (4,5%) ligeiramente maior
que a constatada em todo o setor, que ficou em 4,1%, em relação
a dezembro de 2008. Em contrapartida, a margem de lucro ajustada
das organizações que usam o modelo da FNQ, no mesmo
período, foi de 12,4%, contra 7,8% do setor.
"De
modo geral, o estudo mostra que as empresas sediadas no Brasil que
aplicam o modelo da FNQ conseguiram enfrentar melhor a crise",
afirma Márcio Torres, gerente de Análise de Crédito
da Serasa Experian e coordenador do Estudo FNQ/Serasa. "Para
algumas empresas, a crise passou sem grandes traumas. O comércio,
por exemplo, fez muito mais com muito menos. Quem tem uma boa gestão
tem um desempenho econômico-financeiro muito melhor",
completa.
A pesquisa
completa está disponível por meio do link:
http://www.fnq.org.br/Portals/_FNQ/Documents/serasa.pdf
Fonte: Celulose Online
|