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Preço
de papel não revestido cai no 4º trimestre 29/11/2009
- O preço do papel não revestido no mercado doméstico apresenta
retração no quarto trimestre, de acordo com o presidente da Associação
Nacional dos Distribuidores de Papel (Andipa), Andrés Romero. A projeção
do executivo é de que os preços tenham caído até 7%
nos últimos 60 dias, após apresentarem recuperação
entre agosto e setembro, período de fortes vendas para o segmento. O
ajuste dos preços, segundo o executivo, reflete o aumento da oferta doméstica,
causada pelo início das operações da fábrica da International
Paper (IP), no primeiro trimestre de 2009, e pela desaceleração
das vendas nos últimos meses do ano. Com a nova oscilação,
o valor pago pelos distribuidores à indústria volta a ficar abaixo
dos patamares vistos antes do agravamento da crise mundial, em setembro passado.
"O preço no pré-crise estava entre 3% e 5% mais caro do que
o atual", explica Romero. Já
para o diretor comercial da IP, Nilson Cardoso, a queda dos preços é
explicada pelo aumento das importações. "Há casos de
clientes que nunca haviam importado e agora fizeram algumas compras no exterior",
explica o executivo, que, no entanto, descarta queda de preços na magnitude
projetada pela Andipa. As
importações de papel não revestido até agosto, segundo
dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), cresceram
36% em relação a igual período de 2008, para 68 mil toneladas.
A demanda doméstica, no mesmo período, está praticamente
estável ante 2008. "Devemos fechar o ano próximo do zero, com
alta de no máximo 1%", afirma Cardoso. Para
2010, por outro lado, as perspectivas são mais positivas. "O setor
deve apresentar crescimento semelhante ao desempenho do PIB", afirmou o diretor
da IP, sem arriscar uma previsão para o desempenho da atividade econômica
nacional. Além
de apostar no crescimento do Brasil, a IP também pretende avançar
em outros mercados, principalmente nos demais países da América
Latina. A região, segundo Nilson, apresenta demanda anual de aproximadamente
1,2 milhão de toneladas, semelhante à brasileira, mas tem aproximadamente
um terço das vendas atendidas por papéis fabricados em outras regiões.
Para o próximo ano, o objetivo da IP é viabilizar alternativas de
logística e analisar estratégias de marketing para viabilizar a
conclusão de novos negócios na região. Fonte:
Folha de São Paulo.Adaptado por Celulose Online |