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Vendas
do setor de papel e celulose caíram 13,7%
18/11/2009
- As vendas das empresas de capital aberto no terceiro trimestre
deste ano tiveram queda de 1,6%, na média, em relação
a igual período de 2008, segundo levantamento divulgado ontem
pela empresa de informações financeiras Economática.
Foi a segunda retração trimestral consecutiva do faturamento
dessas companhias. No trimestre anterior, a queda fora de 1%. Para
Fernando Exel, presidente da Economática, os dados destoam
das previsões do governo de um fim de ano de crescimento
chinês para a economia brasileira.
O estudo
considerou o resultado de 194 empresas não financeiras com
ações negociadas na Bolsa de Valores de São
Paulo (BM&FBovespa) e corrigiu as vendas pelo Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os setores que mais
perderam são os mais dependentes da exportação,
como o de autopeças e veículos, cujas vendas desabaram
31,2%, não só porque o dólar caiu em relação
ao real, mas principalmente porque a demanda mundial esfriou.
Na
média das siderúrgicas e metalúrgicas, também
ligadas às exportações, a queda foi de 27,9%.
Entre as empresas de química, as vendas recuaram 19,9% e
nas de papel e celulose, caíram 13,7%. Em compensação,
praticamente todos os segmentos voltados fundamentalmente para o
atendimento do mercado interno viram as receitas crescerem. O setor
de construção, por exemplo, faturou 19,3% mais do
que no terceiro trimestre do ano passado. As receitas das empresas
do comércio cresceram 6,6% no período.
"Não
é a mesma coisa, mas a variação da venda das
empresas de capital aberto deve estar razoavelmente parecida com
a do PIB (Produto Interno Bruto)", diz Exel. Ele observa, no
entanto, que essas empresas que fazem parte de clube de elite que
tem créditos especiais e historicamente cresce mais que o
PIB. No estudo, a venda dessas empresas cresceu na média
por quatro trimestres a um ritmo de 10% ou mais. "Eu ouvi políticos
falando em crescimento espetacular do PIB do terceiro trimestre.
Não sei qual é a base que estão usando, mas
a venda das empresas de capital aberto na média apontam para
uma coisa negativa próxima de 2%", afirma o presidente
da Economática.
Fonte
O Estado de S. Paulo.Adaptado por Celulose Online
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