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Marina
quer lei para a meta brasileira de CO2
19/11/2009
- A ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva (PV-AC)
defendeu ontem, durante uma comissão geral na Câmara,
a institucionalização das metas brasileiras de emissões
de gases. Uma das ideias da pré-candidata à presidência
é apresentar um projeto de lei específico para, assim,
obter o comprometimento dos próximos governos com o assunto.
Para
Marina, a meta não "pode ser protocolar, só para
aproveitar a conjuntura política em que esse assunto possa
render algum tipo de visibilidade para as lideranças políticas".
"Não podemos chegar a Copenhague apenas com uma proposta
dizendo que fizemos o nosso dever, para não nos indispormos
com os países desenvolvidos, nem com os emergentes",
afirmou ela durante a reunião, que discutiu a posição
brasileira na Conferência do Clima, a ser realizada no mês
que vem, em Copenhague, Dinamarca.
Na
semana passada, o governo anunciou a meta de redução
"voluntária" de 36,1% a 38,9% de suas emissões
de CO2 até 2020, em relação ao que emitiria
se nada fosse feito. Já em relação a 2005,
o ano de pico das emissões brasileiras, é um corte
de cerca de 15%.
Durante
seu discurso, a senadora defendeu ainda o detalhamento operacional
de todo o processo no Orçamento federal e a criação
de um site para acompanhamento da implementação da
política sobre o assunto pela população.
Marina
criticou também a defasagem do inventário brasileiro
sobre as emissões de gases e disse que apresentará
requerimento ao Ministério da Ciência e Tecnologia
para que explique no Legislativo o problema.
"Temos um hiato, ou pelo menos uma falha grave: o inventário
brasileiro, que deve ser a base para qualquer posição
nossa em Copenhague, está atrasado. É fundamental
que tenhamos esclarecimentos sobre o motivo desse atraso, pois não
podemos continuar com dados de 1994, que já deveriam estar
atualizados a partir do novo inventário", afirmou ela.
Além
de Marina, diversos deputados e representantes de ONGs e de ministérios
participaram da comissão ontem. O presidente da Câmara,
deputado Michel Temer (PMDB-SP), afirmou que a Casa está
empenhada na discussão de propostas sobre a mudança
climática e que o Congresso deverá votar novos projetos
até a data da conferência de Copenhague.
Fonte
Folha de SP. Adaptado por Celulose Online
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