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Fibria
sai de prejuízo com valorização do real
18/11/2009
- A Fibria, empresa resultante da união de Aracruz e Votorantim
Celulose e Papel (VCP), reportou lucro líquido de R$ 181
milhões no terceiro trimestre deste ano, contra prejuízo
de R$ 586 milhões, em valores pro forma, no mesmo período
de 2008.
Segundo
a companhia, a receita líquida de julho a setembro atingiu
R$ 1,402 bilhão, praticamente no mesmo nível do valor
registrado um ano antes, de R$ 1,407 bilhão. Já o
resultado operacional medido pelo lajida (lucro antes de juros,
impostos, depreciação e amortização)
ficou positivo em R$ 426 milhões (margem de 30%), em valores
ajustados, abaixo dos R$ 498 milhões (margem de 35%) do terceiro
trimestre de 2008.
Contudo,
o lucro da empresa teve a contribuição de um resultado
financeiro líquido de R$ 571 milhões, na esteira de
ganhos cambiais sobre a dívida em moeda estrangeira de R$
875 milhões, dado que o real apresentou valorização
de 10% em relação ao dólar no período.
No terceiro trimestre de 2008, o resultado financeiro havia sido
negativo em R$ 3,143 bilhões.
A produção
de celulose atingiu 1,428 milhão de toneladas no terceiro
trimestre, com crescimento de 30%. As vendas do produto avançaram
35%, para 1,276 milhão de toneladas. Por sua vez, a produção
de papéis somou 93 mil toneladas, uma queda de 2% na comparação
com o mesmo trimestre de 2008. Já as vendas de papel recuaram
10%, para 110 mil toneladas.
Para
os analistas Rodrigo Fernandes e Hering Shen, da Fator Corretora,
o resultado teve grande impacto de despesas não recorrentes
e mudanças contábeis, que prejudicam a comparação
com os trimestres anteriores. "Sem esses efeitos, o resultado
foi regular, apesar do aumento das margens operacionais", afirmam
em relatório.
A analista
Denise Messer, da Brascan Corretora, acredita em melhora dos resultados
nos próximos trimestres. "A Fibria será beneficiada
por tendências positivas tanto no mercado de papel como no
de celulose. Adicionalmente, acreditamos que já a partir
do ano que vem será capaz de capturar grandes ganhos de sinergias."
Fonte
Valor Econômico.Adaptado por Celulose Online
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