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Barreira
ambiental deve afetar setor de celulose
17/11/2009
- As exportações brasileiras dos setores intensivos
em energia serão as mais afetadas pelas novas barreiras ambientais
dos Estados Unidos. Os prejuízos podem ser maiores nas vendas
de ferro e aço, celulose, argila, papel e alumínio,
conforme estudo elaborado pela Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo (Fiesp).
A Câmara
dos Deputados dos Estados Unidos aprovou no mês de junho a
Lei Waxman-Markey, que estabelece metas de redução
de emissões para os Estados Unidos pela primeira vez. Segundo
cálculos do Departamento Governamental de Contabilidade americano,
os setores que terão mais gastos para se adaptar às
novas regras serão metais primários, metais não-metálicos
e químicos.
Ainda
não foi definido pelo Congresso, mas crescem as chances de
que, para compensar os fabricantes locais e evitar a fuga de empresas
para países com padrões ambientais menos rígidos,
os americanos estabeleçam medidas de fronteira, como exigir
que os importadores comprem licenças de emissões de
carbono.
No
caso do Brasil, o setor siderúrgico deve ser o mais prejudicado,
já que quase 27% das exportações de ferro e
aço são destinadas ao mercado americano, o que significou
US$ 3,4 bilhões em 2008.
Para
o presidente da Associação Brasileira do Alumínio
(Abal), Adjarma Azevedo, "as barreiras ambientais são
inevitáveis". O executivo afirma que o Brasil tem de
se empenhar para influenciar na implementação dessas
leis. Ele diz que, dependendo dos critérios, pode ser um
benefício para o Brasil, cuja matriz energética é
47% de energia renovável.
Azevedo
acredita que as medidas de fronteira dos Estados Unidos vão
acabar levando em consideração o conteúdo de
emissão de carbono de cada país. Segundo ele, a indústria
brasileira de alumínio contribui com 0,2% das emissões
do País, que, por sua vez, representa apenas 4% das emissões
globais.
Já
a fabricação mundial de alumínio equivale a
1% das emissões do planeta.
Fonte:
Último Segundo. Adaptado por Celulose Online
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