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Congresso
discute crise e perspectivas do mercado
16/11/2009
- Começou neste último domingo (15) em São
Paulo o 4º Congresso Latino Americano sobre Perspectivas do
Setor de Celulose e Papel. O evento teve abertura com um coquetel
que foi realizado das 19h30 às 21h00, no Amazônia Room
do Hotel Renaissance.
Nesta
segunda-feira, o evento teve início às 9h e contou
com uma apresentação de Renata Mercante, editora da
Editora da PPI Latin América e presidente do congresso, que
deu boas vindas a todos e recepcionou os palestrantes para a manhã
de trabalhos. Mercante falou sobre os objetivos do congresso e também
comentou a crise que abalou o setor quando a RISI já estava
formalizando a organização do congresso. "Felizmente
a crise passou e percebemos crescimento para o setor neste segundo
semestre, comenta.
Na sequencia, o público assistiu à palestra "Como
as empresas de celulose e papel têm administrado os efeitos
da desaceleração econômica", com o economista
Raul Velloso. Para ele, é preciso encarar essa crise como
um evento ao qual o Brasil não participou. "A crise
não foi marcada por um País emergente e o Brasil foi
diferenciado dos demais países neste sentido. O mundo percebeu
isso, avalia Velloso ponderando duas variáveis importantes
neste cenário: a alta taxa de câmbio e de juros. Ele
expressou que seu sonho é ver o Brasil praticar juros menores.
Na
avaliação dele, o setor de C&P também foi
abalado pelos impactos da crise, porque os preços lá
fora estavam subindo, daí veio a queda da demanda externa,
mas ele relatou que "mesmo com a crise, o Brasil continuou
a receber dinheiro de fora", complementa o economista.
Velloso
esclareceu que a taxa Selic já chegou a 8,7% - índice
na opinião dele, que é um milagre. "Eu acho que
ela não cai mais, ela deve subir agora, porque o Governo
continua a gastar muito", analisa. O economista fez uma previsão
de que a Selic não deve subir mais, por conta das eleições
no próximo ano. "Se não fosse isso, com certeza
a Selic iria subir já no começo do ano, mas eu acho
que isso não vai acontecer".
Velloso
colocou que o Brasil de hoje é um País inserido no
mundo e por isso vai ter que manter uma estabilidade da taxa de
câmbio e de juros. "Assim teremos um crescimento da economia
em 4% ao ano". Para ele, o grande desafio será conseguir
achar o caminho para crescer acima da média mundial, o que
de fato, impulsionará todos setores da economia.
Ainda
no período da manhã, o congresso concentrou nomes
importantes na primeira sessão, como Richard Sippli, vice-presidente
e analista sênior da Moody's América Latina, que abordou
a metodologia de Ratings para o setor de Papel e Produtos Florestais;
Elizabeth Carvalhaes, presidente da Associação Brasileira
de Celulose e Papel (Bracelpa) com o tema "O papel do Brasil
na atual Indústria global de celulose e papel". O painel
foi moderado por Patrícia Capo, redatora-chefe de publicações
e comunicação e coordenadora do mercado da ABTCP -
Associação Brasileira Técnica de Celulose e
Papel.
Fonte: Celulose Online
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