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Recuperação
dos preços só em 2010
Aumento
da demanda chinesa colaborou para revitalização do
mercado de celulose no segundo semestre.
17/11/2009
- Os preços da celulose deverão voltar a ter recuperação
somente em 2010. Após apresentar melhora no segundo semestre,
até o mês passado, os valores negociados ficaram estagnados,
conforme informou o presidente da Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra),
instalada em Belo Oriente (região do Rio Doce), Fernando
Henrique da Fonseca.

O
crescimento na demanda, principalmente da China, vem colaborando
para a recuperação dos preços da celulose no
segundo semestre. O país asiático vem aumentando a
participação nas exportações da companhia
de forma significativa neste ano, que passou de 15% para 30% dos
embarques da Cenibra.
De
acordo com Fonseca, a retomada dos preços será reiniciada
em janeiro de 2010. O executivo explicou que no início do
próximo ano será realizada as negociações
com os clientes. "Deveremos retirar alguns descontos concedidos
neste ano", afirmou.
Atualmente,
o preço está em US$ 620 a tonelada. O valor ainda
é 26% inferior ao verificado no período pré-crise,
quando a celulose era comercializada por aproximadamente US$ 840.
Neste ano, o produto chegou a ser comercializado por US$ 560 a tonelada.
Entre
os motivos que deverão contribuir para a manutenção
dos preços no último bimestre, conforme Fonseca, está
a demanda, que também vem apresentando estabilidade. "Não
há mudança no quadro de exportações
na comparação com o último mês",
explicou.
Conforme
ele, o consumo nos Estados Unidos e países da Europa continuam
em patamares abaixo do período pré-crise. "Apesar
disso, não há expectativa que a demanda apresente
novas quedas até o próximo ano", afirmou.
A Cenibra
já concedeu reajustes neste semestre. Além da redução
nos estoques dos clientes, a desvalorização do dólar
frente ao real também contribuiu para a elevação
nos valores negociados.
Apesar
de já estar sendo registrada a recuperação
na cotação da Celulose, a empresa não espera
que o insumo chegue em 2010 ao nível pré-crise. Mesmo
que a economia brasileira esteja apresentando sinais de recuperação,
as vendas no mercado doméstico correspondem por apenas cerca
de 7% do total produzido pela empresa.
Conforme
Fonseca já havia informado, a empresa manteve os planos de
investimentos em equipamentos para aumentar a produtividade. Em
2009 foram feitos aportes da ordem de R$ 90 milhões, o que
fará com que o volume fabricado neste ano supere a expectativa
em 5%.
A previsão
feita no início de 2009 apontava para um volume de fabricação
de 1,200 milhão de toneladas de celulose, mas o número
foi revisado para cima e a previsão agora é que até
dezembro seja alcançado o total de 1,960 milhão de
toneladas.
A Cenibra
possui um plano de investimentos de US$ 2 bilhões até
2013 na construção da terceira linha produção
em Belo Oriente e no plantio de eucalipto. Mesmo com a crise financeira,
os aportes em Belo Oriente foram mantidos pela indústria.
Para
a base florestal a previsão é que sejam investidos
US$ 400 milhões. A expectativa é que dois anos antes
dos eucaliptos serem cortados seja iniciada a produção
na nova unidade.
Em
2008, a companhia registrou queda de 66,33% no lucro líqüido
na comparação com o exercício anterior. O resultado
passou de R$ 211,011 milhões em 2007 para R$ 71,031 milhões
no ano passado.
Fonte:
Diário do Comércio
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