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Prazo
do Código Florestal não deve ser prorrogado
11/11/2009
- Há um consenso entre os representantes do governo de que
não se deve prorrogar o prazo para que os proprietários
rurais apresentem seus planos para recomposição das
áreas de preservação, medida prevista no Código
Florestal, mas sim tentar uma solução em relação
aos pontos de divergência que ainda existem sobre o assunto.
A afirmação foi feita pelo ministro da Agricultura,
Reinhold Stephanes, durante o evento de comemoração
dos 90 anos da Sociedade Rural Brasileira (SRB), realizado na noite
desta segunda-feira, 9, em São Paulo.
A expectativa
era que esta decisão fosse anunciada, após reunião
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra chefe
da Casa Civil, Dilma Roussef, com os ministros da Agricultura, Meio
Ambiente e do Desenvolvimento Agrário, que ocorreu ontem(10)
à tarde em São Paulo. No entanto, a ministra deixou
o encontro sem uma definição sobre as mudanças
no Código Florestal, mas enfatizou que o adiamento do prazo
para cumprimento da legislação estava "fora da
pauta".
De
acordo com o ministro, a agricultura terá um papel importante
para mitigar as emissões de gases de efeito estufa, por meio
do uso de tecnologias como o plantio direto. "Se hoje temos
20 milhões de hectares com este sistema, porque não
aumentar em mais 10 milhões de hectares, com uma meta dentro
de um determinado prazo?", sugeriu o ministro. Ele lembrou
ainda que a recuperação de áreas degradadas
é outra forma de reduzir as emissões destes gases.
"Estes sistemas de manejo aumentam a rentabilidade da terra.
Nós só precisamos criar mecanismos de transferência
de tecnologia ou de incentivos de financiamento. E o governo vai
assumir este papel", afirma. Stephanes afirmou que o setor
poderá reduzir em 150 milhões de toneladas por ano
as emissões de gás carbônico em um prazo de
dez anos ao adotar tecnologias adequadas. Segundo ele, cálculo
da Embrapa mostra que este volume representará quase 10%
das emissões brasileiras.
Fonte:Estado
de SP.Adaptado pelo Celulose Online
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