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Não
é necessário apresentar meta de redução
de CO2 em Copenhague, diz CNI
Brasil
tem matriz energética mais limpa do que outros países,
diz.
Segundo a CNI, metas serão importantes em um período
pós-Copenhague.
05/11/2009
- Não é necessário que o Brasil apresente uma
meta formal de redução de emissão de gases
na reunião de mudanças climáticas em Copenhague,
na Dinamarca, marcada para dezembro, afirmou nesta quinta-feira
(5) o diretor-executivo da Confederação Nacional da
Indústria (CNI), José Augusto Fernandes.
"Não é uma questão crítica para
o processo negociador. Seria mais para mostrar seu ativismo. As
metas serão importantes em um período pós-Copenhague",
acrescentou o representante do empresariado. Acrescentou, porém,
que, para o país, seria importante levar, ao menos, uma meta
de redução de desmatamento.
O diretor-executivo da CNI afirmou que há "pressão"
por parte de outros países, para que o Brasil estabeleça
sua meta, por uma questão de "competição"
comercial. "Nós temos uma matriz muito mais limpa do
que o mundo e os BRIC's [Índia, China e Rússia]",
disse.
Posição
do governo
O
governo decidiu que só divulgará o plano brasileiro
de redução da emissão de CO2 no próximo
dia 14. A proposta do ministro
do Meio Ambiente, Carlos Minc, é que o país reduza
em 40% a emissão de CO2 até 2020.
Até o momento, integrantes do governo falam na redução
do desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, o que
asseguraria a obtenção de metade da meta de 40% de
redução da emissão de CO2.
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse, na terça-feira
(3), que os estudos do governo levam em conta cenários de
crescimento anual de 4%, 5% e 6%. "Em todos os cenários,
nós pudemos perceber que há como atingir as metas",
disse ela.
Mais
discussão
José Augusto Fernandes, da CNI, acrescentou, porém,
que não é possível dizer, com as informações
disponíveis, se o país poderia manter uma taxa de
crescimento acima de 4% nos próximos anos caso a meta de
40% de redução de CO2 até 2020 seja estabelecida.
O representante do empresariado defendeu um diálogo maior
por parte do governo antes do estabelecimento de uma eventual meta.
Segundo ele, a proposta do governo, por exemplo, de replantio, nos
próximos oito anos, pelo setor siderúrgico, de toda
a madeira usada para colocar carvão vegetal nos fornos, teria
de ser debatida.
"É viável isso? Quais são as restrições
tecnológicas? Essas discussões têm de ser feitas
com as partes", disse. Segundo ele, o governo deveria adotar
estratégias que tenham como referência o custo-benefício.
"Vamos primeiro enfrentar toda agenda onde o custo é
mais baixo", disse José Augusto Fernandes, da CNI, lembrando
que o Brasil possui "patrimônio ambiental, matriz energética
limpa e potencial de bioenergia (etanol e biodíesel)".
Fonte:
Globo.com
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