ABTCP - Crise ainda não passou, diz Kurt Brandauer

Por Cecília Paterno

27/10/2009 - Para a programação de abertura do ABTCP-PI 2009 - 42º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel, realizada nesta segunda-feira (26/10), o presidente da Divisão de Máquinas de Papel e membro da diretoria da Voith Paper, Kurt Brandauer, apresentou uma análise sobre o mercado europeu de papel. A palestra fez parte do panorama setorial "A Crise Econômica na Indústria de Celulose e Papel" dando abertura à programação oficial do evento que aconteceu na tarde desta segunda-feira (26).

O executivo alemão apresentou em sua palestra a visão européia do mercado de celulose e papel abordando a busca por mercados, que faz, empresas do mundo todo, levarem suas filiais diretamente ao mercado consumidor. "O mundo esta globalizado. Todas as economias estão interligadas. Hoje a economia européia vai onde está o mercado consumidor, facilitando o acesso e barateando o transporte".

Na palestra, Kurt alertou aos empresários que a crise ainda não passou e que o Brasil tem um grande potencial econômico na área do agronegócio, devido aos vastos campos de plantação e produção de celulose em grande escala e curto tempo. "Aqui no Brasil, plantamos uma árvore e em cinco anos ela está pronta para ser colhida e gerar matéria-prima para produção. Já nos países nórdicos, plantamos uma árvore e temos que aguardar 25 anos pela matéria prima, esse fator encarece o preço da matéria e dificulta o giro da economia".

O Grupo Voith começou suas atividades como uma serralheria familiar em Heidenheim, no sul da Alemanha em 1867. Transformou-se numa das maiores corporações multinacionais, líder mundial em tecnologia de fabricação de papel, acionamentos mecânicos, equipamentos para usinas hidrelétricas e serviços industriais. O presidente do Grupo Voith, Hugo Rupf, convenceu a família Voith a construir uma fábrica própria no Brasil, em função do imenso potencial hidráulico e florestal do País. Hoje, a sede administrativa e fábrica da Voith, localizados em São Paulo, ocupam uma área coberta de 138.000 m², em um terreno de 300 mil m².

Fonte: Celulose Online