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Confiança
do empresário atinge maior nível desde 2005, diz CNI
26/10/2009 - RIO - A confiança do empresário brasileiro
atingiu o maior nível desde 2005, segundo pesquisa divulgada
nesta segunda-feira pela Confederação Nacional da
Indústria (CNI), indicando a consolidação do
processo de crescimento e a possível retomada dos investimentos.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial
(ICEI), calculado pela entidade, alcançou 65,9 pontos em
outubro, uma alta de 7,7 pontos ante o dado anterior, de julho,
e de 18,5 pontos em relação a janeiro deste ano, quando
teve o pior resultado desde o início da crise. O marco anterior
era de janeiro de 2005, quando o indicador ficou em 66,2 pontos.
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desde 2008, diz FGV
- Os resultados indicam que o empresário está percebendo
o fim da crise e aposta em uma recuperação sustentada
no futuro - avaliou Renato da Fonseca, gerente-executivo da Unidade
de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI. Ele
explicou que os números são mais fortes do que antes
do início da crise porque partem de um patamar mais baixo.
- Antes, a produção industrial estava num ritmo forte,
então o empresário não acreditava que subiria
muito. Como agora estamos com uma produção ainda inferior
em relação ao ano passado, o empresário tende
a apostar numa alta mais rápida" - analisou. Fonseca
lembrou que o ICEI é um indicador de evolução
e não de faturamento real ou produção física,
ou seja, ele aponta se o empresário acredita que haverá
crescimento e não o quanto já evoluiu ou deve crescer.
O ICEI subiu puxado principalmente pela componente que avalia as
condições atuais da economia brasileira e da empresa
em relação aos seis meses anteriores. Esse indicador
subiu de 47,2 pontos em julho para 60,5 pontos em outubro. É
a primeira vez que ele supera, neste ano, a linha dos 50 pontos
(valores abaixo de 50 indicam falta de confiança e, acima
disso, otimismo).
A componente do ICEI sobre as expectativas dos empresários
para os próximos seis meses também teve aumento: saiu
de 63,6 pontos em julho para 68,7 pontos em outubro. "Essa
alta revela o otimismo crescente do empresário, indicando
inclusive a retomada dos investimentos", afirmou Renato da
Fonseca.
O ICEI registrou alta, tanto ante julho deste ano quanto na comparação
com outubro de 2008, nos três portes de empresas. O indicador
subiu mais entre as grandes empresas: 8,7 pontos ante julho, tendo
ficado em 68,1 pontos. "A grande empresa é normalmente
quem reage mais rápido às mudanças de cenário",
lembrou Fonseca. Entre as médias, o indicador ficou em 65,9
pontos, 7,4 pontos a mais do que em julho. Entre as pequenas, o
ICEI foi de 63,1 pontos, 6,9 pontos acima do patamar de julho.
A pesquisa foi elaborada entre os dias 30 de setembro e 23 deste
mês. O questionário foi respondido por um total de
1.418 empresas, das quais 198 de grande porte, 401 médias
e 819 de pequeno porte. O ICEI é trimestral.
Fonte: O Globo
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