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Klabin
mantém unidade fechada no Estado
Suspensão das atividades ocorreu em 12 de março
e resultou em dispensa de 118 trabalhadores.
BRUNO
PORTO.
10/10/2009
- Nesta segunda-feira vai completar sete meses que a unidade da
Klabin S/A, em Ponte Nova, na Zona da Mata, está com as atividades
interrompidas e sem previsão de retomada, mesmo com o reaquecimeto
do mercado. Com capacidade instalada para produzir anualmente 50
mil toneladas de papéis reciclados, a suspensão das
atividades ocorreu em 12 de março deste ano e resultou em
dispensa de 118 trabalhadores.
Por
meio de nota a empresa informou que "a Klabin mantém
sua decisão sobre a suspensão das atividades da Unidade
de Ponte Nova e avalia a evolução das condições
de mercado para orientar seu plano de negócios". Na
época da paralisação, a empresa argumentou
a necessidade de adequação entre oferta e demanda
dos papéis produzidos na unidade.
A interrupção
das operações integra uma série de medidas
de redução da produção de reciclados
adotadas pela empresa. Entre dezembro e janeiro a Klabin já
havia promovido parada mensal na unidade de Piracicaba, em São
Paulo, com capacidade de produção anual de 76 mil
toneladas.
A Klabin
é a maior produtora e exportadora de papéis do Brasil
e apurou lucro líqüido de R$ 306 milhões no segundo
trimestre de 2009. O resultado foi 101% superior ao verificado no
mesmo período do ano passado. No semestre a empresa acumula
lucro de R$ 335 milhões, que em relação aos
primeiros seis meses de 2008 aumentou 52%. No encerramento do exercício
anterior, porém, a empresa registrou prejuízo líqüido
de R$ 348,6 milhões.
As
atividades da empresa em Ponte Nova tem origem na empresa Trombini
Papel e Embalagens S/A, que foi adquirida pela Klabin em 2000, por
meio de sua subsidiária Klabin Argentina S/A.
Em
Minas, a empresa possui outra unidade em Betim (RMBH), que opera
desde 1987. A planta é responsável pela produção
de papelão ondulado, com capacidade produtiva de 3,5 milhões
de metros quadrados de caixa por mês. Foram investidos para
construção da fábrica cerca de R$ 4 milhões.
Fonte:
Diário do Comércio
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