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Setor
de C&P deve recuperar por volta de 2011
30/09/2009 - O setor de embalagens e o de papel foram
os que mais sofreram impactos da crise econômica neste ano,
principalmente os ligados à indústria alimentícia,
fármacos e limpeza. Segundo a presidente executiva da Associação
Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Elizabeth de Carvalhaes,
durante painel de celulose e papel do 34º Fórum Análise
de Mercado 2009 - "O que mudou no setor de celulose e papel,
o que acontece com estes setores é que eles, como produtores
de matéria-prima se comportam e reagem de acordo com o movimento
dos setores que atendem. "Eles tiveram a crise que a indústria
mostrou", explica a executiva.
Os
papéis sanitários não sofreram impactos e mantiveram
performance. Já quem .lida com a produção de
celulose entendeu bem o que uma crise provoca. O setor teve uma
retração no comércio internacional em torno
de 12%. Até agosto os números de produção
despencaram na média de 5% a 6%, só retomando a partir
deste período.
"As
conversas de dentro de casa indicam uma recuperação
do setor de C&P por volta de 2011, não fazemos parte
do salão que está na crise já recuperada",
aponta Carvalhaes. Outra ponto desfavorável que a executiva
citou é que o setor de celulose e papel não foi alvo
de salvamento do governo. "Não recebemos uma só
colaboração do setor público. A demanda deve
ter sido tanta, que o cobertor ficou curto para o nosso lado".
A presidente
da Anave comentou que ocorreu no setor de C&P uma suspensão
quase que total de investimentos e afirmou que outro quesito reinou
para complicar o cenário: a falta de crédito. "Vivenciamos
um quadro extremamente complexo e com isso o Brasil vai terminar
o ano de 2009 com uma perda expressiva. Já trouxemos em nossos
quadros perdas de 38% e atualmente estamos com 23% de perdas em
celulose".
Elizabeth
de Carvalhaes avaliou que no desenho da crise existem surpresas,
como a China que continua especulativa. "A china era nosso
terceiro comprador e hoje é o primeiro", afirma.
Quanto a perspectivas, a diretora da Bracelpa não quis apresentar
números, mas garantiu que o Brasil precisa fechar o ano no
mesmo quarto lugar que ele conquistou em 2008 - para produção
de celulose de fibra longa e como 11º produtor mundial de papel.
Já em produção de celulose de fibra curta o
Brasil se mantém como o primeiro produtor.
Segundo
Carvalhaes, a crise configurou sim uma nova ordem econômica,
vai reposicionar mercados e trazer oportunidades para o Brasil conquistar
novos mercados. "Existem oportunidades sim, mas desde que algumas
lições de casa sejam feitas com dedicação.
O mundo pós-crise vai ser ainda mais cruel em termos de competitividade.
Tememos que para esse novo mundo, nosso país não esteja
preparado". Ela também sinalizou que muitas multinacionais
estão de olho no mercado local, ou seja, o capital estrangeiro
vai competir com as nacionais.
Ela
considerou como ameaças a taxa de câmbio, a elevada
carga tributária, o risco ao investimento direto a propriedade
e o crédito seguro. "Para driblar esses efeitos é
importante que o governo brasileiro rediscuta uma política
de câmbio, que precisa aparecer como uma solução.
Precisamos de uma política publica". No fim da conversa,
ela ainda mostrou uma dose de pessimismo. "Temos que ter cuidado
quando alardeamos que a crise é a grande oportunidade para
o Brasil. Poderá ser, mas cuidado com isso", conclui.
Fonte:
Celulose Online
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