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Desmatamento
na Amazônia cai 34%
27/09/2009 - A área desmatada no mês passado,
apontada pelo Deter, foi de 498,1 km². Pará, Mato Grosso
e Rondônia são os estados com maior registro de destruição
da floresta.
O desmatamento
da Amazônia, em agosto de 2009, diminuiu 34% em relação
ao mesmo mês de 2008. A área desmatada no mês
passado, apontada pelo Deter, foi de 498,1 km². E o estado
que registrou maior índice de destruição da
floresta foi o Pará, com 301,18 km², seguido do Mato
Grosso (105,24 km²) e Rondônia (50,93 km²). Os dados
foram divulgados na no dia 24 pelo Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (Inpe) e comentado pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos
Minc, em coletiva à imprensa.
De
acordo com o ministro, a pouca incidência de nuvens na área
monitorada pelo Deter em agosto "faz com que os dados coletados
sejam muito próximos da realidade". Se considerado o
período de janeiro a agosto, 2009 registrou uma queda de
57% em relação ao mesmo período de 2008. E
quando comparado ao desmatamento do último mês de julho,
a queda foi de 40%.
Segundo
o ministro, em 2009 será registrado o menor desmatamento
dos últimos vinte anos. "Pela primeira vez em vinte
anos, [o desmatamento] será abaixo de 9 mil km²."
Minc disse que o menor nível registrado foi em 1991, com,
segundo ele, 11.100 km² (de agosto a julho).
Apesar
dos índices registrados pelo sistema de monitoramento, o
ministro disse que ainda não está satisfeito. "Eu
não comemoro, sempre acho que a queda no desmatamento não
é satisfatória. Eu quero desmatamento zero."
Mesmo
assim, o ministro ressaltou que a queda é "importante".
"A diminuição mostra que estamos suando a camisa,
combatendo o crime, a impunidade, 'asfixiando' os predadores e criando
alternativas, que serão a solução para um futuro
mais sustentável", disse. "Mas ainda precisamos
trabalhar muito", completou.
AÇÕES
CONJUNTAS - Ao comentar os dados do Deter, Carlos Minc chamou
a atenção para a queda no desmatamento em áreas
onde o MMA, o Ibama e a Polícia Federal têm realizado
operações conjuntas de combate a crimes ambientais.
"O Ibama, por exemplo, mobilizou servidores de outros lugares,
para atuar na região", contou.
Carlos
Minc também destacou a Operação Arco de Fogo,
da Polícia Federal. O coordenador da iniciativa, delegado
Alcir Teixeira, participou da coletiva e apresentou os resultados
da iniciativa, desde março de 2008, quando começou
a funcionar.
Segundo
ele, nesse período, 214 inquéritos policiais foram
instaurados, 198 prisões efetuadas e mais de 93 mil m³
de madeira apreendidos. "Se considerarmos que um caminhão
comporta 20 m³, podemos ter uma noção do que
esse número significa", disse.
NOVAS
FRENTES - Minc aproveitou a coletiva para anunciar que ações
semelhantes às realizadas na Amazônia já começaram
a ser feitas no Cerrado e, em breve, também ocorrerão
na Caatinga. "Tudo o que estamos fazendo na Amazônia,
vamos fazer no Cerrado e na Caatinga."
Para
isso, no entanto, Minc espera que seja aprovada pelo Congresso lei
que cria mil novos cargos para o Ibama e para o Instituto Chico
Mendes de Conservação da Biodiversidade. (ICMBio).
"Serão 450 [cargos] para o ICMBio e 550 para o Ibama,
necessários porque já abrimos a frente do Cerrado
e em novembro teremos a Caatinga para monitorar e impedir que vire
deserto."
O sistema
DETER é um levantamento mensal feito pelo Inpe desde maio
de 2004. O sistema monitora, por satélite, o desmatamento
na Floresta Amazônica.
Fonte
ASCOM adaptado pelo Celulose Online
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