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ONG
propõe novas alternativas para o papel
21/09/2009 - O Movimento Mundial pelas Florestas Tropicias,
conhecido internacionalmente como WRM, quer desmistificar as afirmações
feitas pelo setor de celulose para continuar se expandindo. Para
isso, divulgou uma lista de argumentos que vai de encontro às
justificativas do setor. Entre elas, a de que "a monocultura
não só não é floresta como também
resulta na destruição de verdadeiras florestas e outros
ecossistemas valiosos". A lista foi divulgada na última
sexta-feira (18) e fez parte dos preparativos do dia 21/09, em comemoração
ao Dia Mundial Contra a Monocultura de Árvores.
A intenção,
diz a ONG, é alertar a população sobre as mentiras
que vêm sendo contadas pelo setor para convencer a população
sobre suas atividades e, ainda, atrair pequenos agricultores para
programas como o fomento florestal, desenvolvido pela Fibria (ex-Aracruz
Celulose), no Estado.
A ONG
informa que a atividade não gera emprego, por exemplo. "As
plantações de árvores em larga escala não
geram emprego porque a produção é sempre feita
de forma mais mecanizada possível. A Veracel Celulose no
Brasil, por exemplo, gera 1 emprego direto em cada 103 hectares
de eucalipto. Enquanto isso, a plantação de café,
muito comum no Brasil, é capaz de criar até 1 emprego
por hectare".
O documento
desmente ainda a afirmação de que plantações
de eucalipto são necessárias para satisfazer à
crescente necessidade de papel. "A necessidade de papel não
está crescendo. Nós não deveríamos confundir
níveis de consumo com necessidade. Nos países ricos,
já usamos muito mais papel do que necessitamos, e a maior
parte dele é esbanjada. A verdadeira necessidade consiste
em reduzir a demanda de papel, a fim de usar esse valioso recurso
de forma mais eficiente e de incentivar sistemas de reciclagem para
garantir que as fibras de papel sejam reutilizadas uma e outra vez".
A ideia,
segundo a WRM, não é sugerir que o papel não
é benéfico ou necessário e sim propor que novas
alternativas sejam utilizadas, ao invés de continuarem os
incentivos de um plantio que só traz malefícios ao
meio ambiente e à sociedade no seu entorno. Segundo a ONG,
a utilização de outras fibras virgens como alternativas,
por exemplo, já reduziria esta necessidade, ou seja, não
seriam necessárias as expansões desses plantios.
Fonte:
Século Diário - Adaptado por Celulose Online
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