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Guaíba
pode ser vendida por 1,5 bilhão pela Fibria
17/09/2009 - A Aracruz recebeu uma proposta de interesse
pela aquisição da unidade da empresa em Guaíba
(RS). Recentemente, a Aracruz foi incorporada pela Votorantim Celulose
e Papel (VCP) para formar a Fibria, maior fabricante de celulose
branqueada de eucalipto do mundo. As manifestações
de interesse serão analisadas pela equipe administrativa
da Aracruz, levando em consideração a conveniência
e a oportunidade de negociar da melhor maneira possível a
unidade. O negócio pode chegar a US$ 1,5 bilhão. As
propostas foram recebidas pelos controladores do grupo Votorantim.
A oferta teria partido de investidores chilenos do setor de papel
e celulose. Fabricantes asiáticos também teriam interesse
na compra da fábrica. A Suzano Papel e Celulose descartou
seu interesse.
A Fibria confirmou o recebimento de "manifestações
de interesse" pela aquisição da unidade. A companhia
acrescentou que avalia a "conveniência e a oportunidade
de entabular negociações com vistas a uma possível
alienação" da fábrica.
A intenção inicial dos acionistas da Fibria não
era vender a unidade. Embora a empresa tenha nascido com uma pesada
dívida, o passivo foi renegociado em janeiro com um grupo
de bancos credores por nove anos. Mas a oferta recebida pelo ativo
foi "alta e atraente" o suficiente para que se estudasse
a proposta.
A unidade de Guaíba tem capacidade nominal de 450 mil toneladas
anuais de celulose e parte desse volume é destinado à
produção de 60 mil toneladas anuais de papéia
para imprimir e escrever. A fábrica de Guaíba, que
pertencia à Aracruz desde 2003, estava sendo ampliada desde
a metade do ano passado quando a crise de um atrás fez o
dólar disparar, e a fabricante de celulose foi pega em cheio
em operações alavancadas com derivativos. O plano
de investimento era elevar a capacidade de produção
das atuais 450 mil toneladas de celulose para 1,8 milhão
de toneladas por ano.
A dívida da Fibria era de R$ 13,4 bilhões nos últimos
12 meses encerrados em junho diante de uma geração
de caixa em torno de R$ 1,8 bilhão.
Fonte: Com informações do Valor Econômico -
Adaptado por Celulose Online
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