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Brasil
registra a criação de 242 mil empregos formais em
agosto
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
15/09/2009 - O mercado formal brasileiro registrou a criação
de 242.126 empregos no mês de agosto, de acordo com dados
do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério
do Trabalho. É o melhor resultado do ano e o sétimo
mês em que há crescimento de vagas.
O número
supera de forma significativa a informação dada pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o mês havia
registrado a criação de 150 mil vagas. Lula afirmou
que o ano terminará com a geração de 1 milhão
de novos empregos.
Segundo
o ministro Carlos Lupi (Trabalho) a previsão do presidente
ficou bem abaixo do resultado porque Lupi repassou para ele dados
coletados até o dia 7 de setembro. "Os dados que o presidente
tinha eram parciais. O Caged só fechou hoje", explicou.
O saldo
de empregos de agosto deste ano é resultado da contratação
de 1,45 milhão e demissão de 1,21 milhão de
pessoas e é melhor do que o registrado no mesmo mês
do ano passado, antes da crise econômica, quando foram criadas
239.123 vagas.
Nos
oito primeiro meses de 2009, foram gerados 680.034 postos, bem abaixo
do mesmo período do ano anterior, quando o número
ficou em 1,803 milhão. Considerando os últimos 12
meses, foram 328.509 postos.
Devido
aos efeitos da crise econômica no Brasil, entre novembro e
janeiro, haviam sido fechadas quase 800 mil vagas com carteira assinada.
Setores
O setor de serviços foi o que abriu mais vagas, com 85.568
postos --crescimento de 0,66%. É o segundo maior saldo da
série (desde 1992) para o mês e o melhor resultado
para o ano. Destaque para comércio e administração
de imóveis, com a abertura de 25.732 vagas.
Em
seguida vem a indústria de transformação (vestuário,
automóveis, alimentos e outros), com 66.564 postos, também
o segundo melhor resultado da série e o melhor do ano. O
número representa um crescimento de 0,92% em relação
a julho.
A indústria
de produtos alimentícios foi a que mais criou empregos, com
22.614 empregos. Em seguida vem a indústria têxtil
(9.238 empregos), a de calçados (8.974) e metalúrgica
(5.982).
O comércio registrou a criação de 56.813 postos
e a construção civil 39.957, resultados recordes para
a série. A administração pública criou
3.305 empregos em agosto.
A agropecuária
foi o único setor em que as demissões superaram as
contratações, resultando em um saldo negativo de 11.249.
Segundo o ministério, o saldo negativo é resultado
da entressafra no Centro-Sul do país. Só o cultivo
do café registrou fechamento de 29 mil postos.
Fonte:
Folha Online
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