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PIB
sobe 1,9% no 2º tri e encerra recessão; em um ano queda
é de 1,2%
11/09/09
- A economia brasileira voltou crescer no segundo trimestre deste
ano, com alta de 1,9% frente aos três meses imediatamente
anteriores, informou nesta sexta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística). Em relação a igual
período em 2008, no entanto, o PIB (Produto Interno Bruto)
teve recuo de 1,2%.
A alta frente ao trimestre anterior configura que o país
saiu do quadro de recessão técnica, quando há
duas retrações consecutivas. No primeiro trimestre,
a queda foi de 1% após revisão (a leitura inicial
era de queda de 0,8%), e no quarto trimestre de 2008, o recuo havia
sido de 3,4% após revisão (o dado anterior era de
queda de 3,6%).
No acumulado do semestre, a economia caiu 1,5% frente aos seis primeiros
meses de 2008, a maior retração para um semestre em
toda a série histórica, inciada em 1996.
Ao todo, a economia movimentou R$ 756,2 bilhões de abril
a junho. A taxa acumulada dos últimos 12 meses (encerrados
em junho) indica alta de 1,3% do PIB em relação aos
quatro trimestres imediatamente anteriores.
O PIB, que mostra o comportamento de uma economia, é a soma
das riquezas produzidas por um país. O indicador é
composto por indústria, agropecuária e serviços.
O PIB também pode ser analisado a partir do consumo, ou seja,
pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido. Neste
caso, é dividido pelo consumo das famílias, pelo consumo
do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas
e pelas exportações.
O consumo das famílias, um dos principais componentes do
PIB, teve aumento de 2,1% em relação ao primeiro trimestre,
o que mostra que os brasileiros continuaram a comprar apesar da
crise, estimulados pela redução de impostos. Quando
confrontado com o segundo trimestre de 2008, o consumo teve alta
de 3,2%. Ao longo do primeiro semestre, os gastos das famílias
cresceu 2,3%, e no acumulado dos últimos 12 meses, acumula
incremento de 3,5%.
Já o consumo do governo no segundo trimestre registrou variação
negativa de 0,1% em relação ao primeiro trimestre.
Sobre igual período em 2008, constatou-se crescimento de
2,2%. No primeiro semestre, registra alta de 2,5%, e nos últimos
12 meses, o aumento chega a 4,2%.
O investimento --medido pela chamada Formação Bruta
de Capital Fixo (FBCF) e que indica a confiança das empresas--,
ficou estável em relação ao primeiro trimestre.
Em relação ao segundo trimestre de 2008, houve retração
de 17%. No acumulado do semestre, a queda foi de 15,6%, e nos últimos
12 meses, a queda chega a 2,2%.
A taxa de investimento de abril a junho representou 15,7% do PIB,
a menor para um segundo trimestre desde 2003 (14,8%); em igual período
em 2008, a taxa significou 18,5%. No acumulado do semestre, o investimento
representou 16,1% do PIB, menor taxa desde o primeiro semestre de
2005.
O setor industrial, após dois trimestres negativos, teve
alta de 2,1% frente ao primeiro trimestre. Em relação
ao período de abril a junho do ano passado, a indústria
caiu 7,9%. De janeiro a junho, a queda foi de 8,6%, e no acumulado
em 12 meses, houve retrocesso de 3%.
Já o setor de serviços registrou incremento de 1,2%
na comparação com o primeiro trimestre. Em relação
ao segundo trimestre do ano passado, o PIB dos serviços subiu
2,4%, assim como no acumulado do primeiro semestre, cujo avanço
chegou a 2,1%. Nos últimos 12 meses encerrados em junho,
verifica-se alta de 3,1%.
O setor agropecuário, por sua vez, teve variação
negativa de 0,1% na comparação com o período
de janeiro a março deste ano. Em relação ao
segundo trimestre de 2008, a agropecuária teve queda de 4,2%.
A retração do setor chegou a 3% quando o desempenho
de janeiro a junho é comparado a igual período no
ano passado. Nos últimos 12 meses, foi constatado avanço
de 0,2%.
Fonte:
Folha Online
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