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Fiemg
revê projeção para a indústria
Previsão da entidade era de queda da ordem
de 10% no faturamento deste ano; número revisto para 5%
CAMILA COUTINHO
09/09/09 - Apesar de o setor produtivo mineiro ter apresentado o
quarto crescimento consecutivo na pesquisa de indicadores industriais
da Federação das Indústrias do Estado de Minas
Gerais (Fiemg), o faturamento do setor ainda deve fechar o ano no
vermelho. A previsão, da entidade agora é a de que
em 2009 o segmento produtivo do Estado acumule perdas de cerca de
5% frente ao exercício anterior.
A projeção
foi divulgada ontem pelo presidente do Conselho de Política
Econômica e Indúustrial da Fiemg, Lincoln Gonçalves
Fernandes. Apesar de arriscar a previsão em percentagem ele
não estimou quanto que a perda deve representar em valores
brutos para o Estado.
A última
previsão oficial que havia sido divulgada no final do primeiro
semestre apontava para uma queda de 10% no faturamento da indústria
mineira neste ano frente 2008. Naquela época a previsão
era que a queda na produção seria de 15% em 2009 en
relação ao exercício anterior.
Na
avaliação do presidente, apesar de a economia apresentar
sinais de melhora ainda é cedo para dizer que a crise passou.
"A recuperação está se dando em níveis
baixos, ainda muito aquém do que foi registrado no ano passado
antes de setembro", destacou. Conforme ressaltou, o faturamento
real da indústria mineira está hoje nos mesmos patamares
de julho de 2007.
"Temos
dois anos de defasagem pela frente", considerou. Além
disso, Fernandes ressaltou que a retomada não está
acontecendo de forma uniforme, pois em um mês é alcançado
crescimento e no período seguinte o segmento volta a ter
perdas.
O presidente
citou o caso da indústria extrativa mineral, que em junho
tinha acumulado crescimento em função de grandes compras
efetuadas principalmente pela China e em julho teve queda de 2,439%
sem efeitos da sazonalidade frente ao mês anterior.
Para ele, não é possível falar de recuperação
econômica, pois ainda não foram implementadas políticas
efetivas de estímulo ao investimento e de retomada do nível
do emprego. "O crescimento está sendo movido pela utilização
de capacidade ociosa e não por inversões em capital
fixo. O problema disso é que a indústria não
está ganhando competitividade e quando a crise realmente
passar, teremos dificuldades para disputar no mercado internacional",
avaliou.
Fernandes
destacou que a queda no faturamento real da indústria mineira,
de 16,73% entre janeiro e julho de 2009 frente igual intervalo de
2008, foi maior do que no nível do emprego, que na mesma
base de comparação caiu 0,22%. O número confirma
que apesar de o número de pessoas empregadas hoje ser menor
do que antes da crise, houve esforço da indústria
de evitar demissões.
Fonte: Diário do Comércio
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