Papel e gráfica têm impacto positivo

09/09/2009 - O emprego industrial avançou 0,4% em julho deste ano, ante o mês anterior, interrompendo a sequência de nove resultados negativos, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando comparado a julho de 2008, o emprego indutrial teve queda de 7,0%, caracterizando a retração mais acentuada da série histórica, iniciada em 2001. No acumulado nos sete primeiros meses do ano, a taxa ficou em -5,4%. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, permaneceu em trajetória negativa (-2,7%), acentuando o ritmo de queda frente a junho (-1,9%).

De acordo com a pesquisa, o contingente de trabalhadores reduziu-se nas 14 áreas investigadas em relação a julho do ano passado, com destaque para São Paulo (-5,2%), Minas Gerais (-12,2%), região Norte e Centro-Oeste (-10,8%) e Rio Grande do Sul (-9,1%). No primeiro local, as principais contribuições negativas vieram de meios de transporte (-14,7%) e máquinas e equipamentos (-11,6%); no segundo, os impactos de vestuário (-27,3%) e alimentos e bebidas (-5,9%) foram os mais relevantes; no terceiro, os destaques foram para madeira (-30,6%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-24,2%); e, na indústria gaúcha, calçados e artigos de couro (-15,6%) e máquinas e equipamentos (-14,0%).

Ainda na comparação com julho de 2008, no total do país, o emprego industrial recuou em 17 dos 18 setores, com meios de transporte (-12,9%), máquinas e equipamentos (-12,3%), produtos de metal (-11,7%) e vestuário (-8,7%) exercendo as principais pressões negativas na taxa global.

Papel e Gráfica
Em sentido contrário, papel e gráfica (8,6%) foi o único impacto positivo. O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria ficou estável (0,0%) em julho deste ano, descontados os efeitos sazonais, em relação ao mês anterior, após ter assinalado crescimento de 0,6% em junho. Quando comparado com julho de 2008, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria teve queda de 7,6% e recuo de 6,1% no acumulado no ano. Por sua vez, o valor da folha de pagamento real da indústria, descontados os efeitos sazonais, variou 0,1% em julho deste ano, em relação a junho, após recuar 1,7% no mês anterior.

Fonte: Agência IN - Adaptado por Celulose Online