Indústria de embalagem volta ao nível pré-crise


Setor em Minas registrou crescimento de 10% na produção em julho

LUCIANE LISBOA.
03/09/2009 - As indústrias de embalagens de Minas Gerais aproveitaram o cenário de recuperação da economia e voltaram a operar a níveis semelhantes aos registrados no período pré-crise. E projetam forte aumento da demanda para o final do ano, melhor época para o segmento.

No mês de julho, de acordo com dados divulgados pelo Sindicato das Indústrias de Celulose, Papel e Papelão do Estado de Minas Gerais (Sinpapel-MG), foi registrado aumento de 10% da produção em relação ao mês anterior. E, de acordo com as empresas, em agosto o desempenho também foi positivo.

"Desde junho estamos registrando crescimento contínuo nos negócios. No mês passado chegamos a 4%. O setor de embalagens reflete o comportamento geral do mercado. Se a economia retrai, nós recebemos o impacto. E se há aumento da demanda nós acompanhamos", afirmou o diretor financeiro da Paraibuna Embalagens, com planta em Juiz de Fora, na Zona da Mata, Álvaro Braga.

Segundo ele, as perspectivas são de um acréscimo ainda maior a partir deste mês, já que com a proximidade do Natal, as encomendas aumentam. "Nosso foco maior é o agronegócio, com produção de embalagens para produtos de hortifrutigranjeiros. Mas também atendemos grandes empresas como a Perdigão e o setor siderúrgico, já que fornecemos caixas e chapas de papelão para a unidade da ArcelorMittal em Juiz de Fora", disse.

O segundo semestre é fundamental para o setor, já que responde por 55% a 60% dp faturamento, de acordo com o Sinpapel-MG. O maior pico de produção dos fabricantes de embalagens vai de julho a outubro.

A Paraibuna Embalagens também não reduziu seu quadro de pessoal em função da crise. Segundo Braga, no período mais crítico, foi realizado um PDV (programa de demissão voluntária), mas os funcionários já teriam sido recontratados.

"Temos ao todo 582 empregados e as duas plantas da empresa operam em três turnos. Nossa produção está próxima de atingir 90% da capacidade máxima", ressaltou. Além da unidade em Juiz de Fora, a Paraibuna também possui uma unidade em Sapucaia, na divisa do Estado com o Rio de Janeiro.

Na Casa Sol, indústria fabricante de embalagens de papel e papelão, instalada em Belo Horizonte, a situação é ainda melhor. De acordo com o proprietário da empresa, Alexandre Gonçalves, as atividades foram impactadas negativamente apenas até março. A partir daí, as encomendas voltaram e, no acumulado do ano, foi registrado crescimento de 20% na demanda em relação a 2008.

"Fabricamos embalagens para o setor de panificação. A crise só nos atingiu no início do ano. Não houve demissões e já estamos com previsão de realizar novos investimentos no ano que vem", comemorou Gonçalves.

Fonte: Diário do Comércio