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Prejuízo
cambial no semestre de R$ 93,7 bi
Valorização do real diminui valor
em moeda nacional da reserva internacional
27/08/2009 - Brasília - O diretor de administração
do Banco Central (BC), Anthero Meirelles, informou ontem que o prejuízo
do Banco Central (BC) com operações cambiais (reservas
e swaps) no primeiro semestre de 2009 foi de R$ 93,7 bilhões.
Este valor não está incluído no balanço
do BC, que foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional
(CMN), porque a legislação do ano passado excluiu
este item do balanço da autoridade monetária.
De
qualquer forma, o Tesouro Nacional terá que cobrir este resultado
negativo nos dez primeiros dias úteis de 2010 com emissão
de títulos públicos, segundo explicou o diretor do
BC.
O prejuízo
cambial do BC foi determinado basicamente por conta da valorização
do real, que diminui o valor em moeda nacional das reservas internacionais.
Mas Anthero Meirelles destacou que, desde que a crise começou,
em setembro de 2008, o BC ainda tem ganhos de R$ 72 bilhões
com as reservas internacionais.
O diretor
lembrou ainda que estes valores devem ser relativizados porque não
são "realizados", já que as reservas não
serão vendidas pelo BC, exceto em casos como do final do
ano passado, em que o dólar disparou e a autoridade monetária
interveio para conter a escalada da divisa.
Somando-se
o prejuízo cambial com as perdas derivadas das operações
compromissadas do BC (realizadas em reais), a autoridade monetária
teve um saldo negativo de R$ 94,6 bilhões.
Fundo
- O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse ontem que cinco bancos
já aderiram ao fundo garantidor de crédito voltado
para micro e pequenas empresas e cujo nome oficial é Fundo
Garantidor de Investimentos (FGI). De acordo com Coutinho, já
mostraram interesse em participar do fundo Itaú Unibanco,
Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
No
final do mês passado, Coutinho havia afirmado em São
Paulo que os bancos comerciais ainda adotavam posição
conservadora para conceder financiamentos para as pequenas empresas,
apesar dos primeiros sinais de retomada da economia.
Ele
lembrou que o FGI poderá oferecer até 80% de cobertura
do crédito, com teto de R$ 10 milhões por operação.
"Será um sistema absolutamente confiável e gerido
profissionalmente. Cinco grandes instituições financeiras
já aderiram ao fundo."
O patrimônio
inicial do FGI será de R$ 700 milhões e poderá
ser alavancado em até 12 vezes, segundo Coutinho. "Temos
um novo instrumento precioso sobre o qual depositamos grande confiança",
defendeu.
O presidente
do BNDES informou ainda que o governo garantiu a capitalização
gradual do fundo. "Em dois anos, o FGI poderá disponibilizar
até R$ 4 bilhões, ajudando a mitigar (o problema de)
acesso ao crédito de pequenas empresas", afirmou, durante
a cerimônia de posse da diretoria da Associação
Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento
(ABDE).
Fonte:
Diário do Comércio
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