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Industriais
participam do debate público sobre redução
da jornada de trabalho
24/08/2009 - Brasília - Os efeitos da redução
da jornada de trabalho, sem o ajuste nos salários, e o aumento
do adicional da hora extra sobre as empresas e o mercado de trabalho
serão apresentados por representantes da indústria
no debate público que ocorre amanhã, 25 de agosto,
no Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.
O debate,
que começará às 9h30, é mais uma etapa
da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 231/95. Em tramitação no Congresso Nacional,
a PEC 231/95 reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais,
sem diminuição dos salários, e aumenta o adicional
da hora extra de 50% para 75% do valor da hora trabalhada normal.
O presidente
da Confederação Nacional da Indústria (CNI),
Armando Monteiro Neto, avalia que a proposta é inoportuna
e inadequada. "Em primeiro lugar, por conta da crise econômica.
Segundo, porque redução de jornada de trabalho deve
ser feita por negociação, setor por setor. Terceiro,
e mais inoportuno ainda, porque estamos em ano pré-eleitoral",
destaca Monteiro Neto.
Caso
a PEC 231/95 seja aprovada, haverá um aumento imediato nos
custos do trabalho, indistintamente para todas as empresas e setores
de atividades do país, alerta o professor de Relações
do Trabalho da Universidade de São Paulo (USP), José
Pastore. Isso desestimulará a criação de empregos
e reduzirá a competitividade dos produtos brasileiros nos
mercados interno e externo.
Fonte:
site FIEMG
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