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Empresários
contra a PEC que reduz a jornada
REPORTAGEM LOCAL
25/08/2009
- Um grupo de empresários mineiros viajou ontem para Brasília
onde participa, hoje, de audiência pública que será
realizada no plenário da Câmara dos Deputados. O debate
será sobre os efeitos da redução da jornada
de trabalho, sem ajustes nos salários pagos e adicional da
hora extra sobre as empresas e o mercado de trabalho.
Depois
da audiência, os representantes do setor industrial irão
protestar contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 231 de
1995 que tramita no Congresso Nacional e que propõe a redução
da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem ajuste
correspondente no salário, e aumenta o valor do adicional
da hora extra de 50% para 75% do valor da hora trabalhada normal.
"Estamos
indo até lá para mostrar os equívocos que esta
proposta de emenda constitucional pode gerar caso seja aprovada.
Ela pode até ter sido elaborada com o objetivo de criar empregos,
mas isso não deve acontecer, já que não foram
avaliados os reais efeitos da mudança na vida dos trablahadores
e das empresas", afirmou a presidente do Sindicato das Indústrias
Químicas do Estado de Minas Gerais (Sindusfarq), Giana Marcellini.
Mobilização
- O debate está marcado para ter início às
9h30. Cerca de cem industriais mineiros devem participar da audiência
e da manifestação organizada pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI).
O que
mais estaria preocupando os empresários é o impacto
que a aprovação da proposta pode gerar sobre as micro
e pequenas empresas, que não terá condições
de absorver ou repassar a elevação dos custos do trabalho.
Conjuntura
- Para o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, a proposta é
inoportuna e inadequada. "Em primeiro lugar, por conta da crise
econômica. Em segundo, porque a redução da jornada
de trabalho deve ser feita por negociação, setor por
setor. Terceiro, e mais inoportuno ainda, porque estamos em ano
pré-eleitoral", disse.
Caso
a PEC seja aprovada, haverá aumento imediato nos custos de
trabalho, indistintamente para todas as empresas e setores de atividades
do país, alertou o professor de Relações do
Trabalho da Universidade de São Paulo (USP), José
Pastore. Isso dessstimulará a criação de empregos
e reduzirá a competitividade dos produtos brasileiros nos
mercados interno e externo.
Fonte:
Diário do Comércio
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