Segmento em MG se recupera

No mês passado, as vendas do setor foram 10% superiores frente os negócios de junho


LUCIANE LISBOA

07/08/2009 - O início da recuperação da atividade econômica no mês passado foi sentido pelo setor de embalagem, papel e papelão ondulado, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Celulose, Papel e Papelão no Estado de Minas Gerais (Sinpapel-MG), Antônio Eduardo Baggio. Em julho, a produção foi 10% maior que a verificada no mês anterior. Entretanto, na comparação com o resultado do sétimo mês de 2008, o desempenho foi negativo, com recuo entre 8% e 10%.

"É importante lembrar que o ano passado é uma base de comparação alta, não só para a nossa atividade, mas para praticamente todo o setor produtivo", frisou. O dirigente ressaltou que o segmento, que serve como termômetro da economia, está apresentando uma recuperação gradual. "A expectativa é que os resultados nos meses seguintes faça com que o desempenho de 2009 fique no mesmo patamar do ano anterior", disse.

Sazonalidade - Baggio explicou que o segundo semestre é decisivo para o setor, já que responde por 55% a 60% do faturamento. "O pico de produção vai de julho até outubro", observou. Ele ressaltou que o melhor desempenho nos últimos meses deste exercício na comparação com o ano passado será influenciado pela base de comparação. "De outubro a dezembro foram meses nos quais os resultados foram de queda livre. Foram meses praticamente jogados fora. O ano de 2008 contou com nove meses para a indústria", analisou.

Apesar da perspectiva de melhora dos negócios nos últimos meses do ano, o presidente do Sinpapel-MG afirmou que, em especial, o setor de celulose está sofrendo com a desvalorização da moeda norte-americana frente o real. "O faturamento da atividade caiu na casa dos 20% no primeiro semestre de 2009 na comparação com o mesmo período do ano passado", disse.

Para ele, o ideal é que o dólar não estivesse abaixo dos R$ 2,10. "A atual cotação da moeda norte-americana não é preocupante apenas para o segmento de celulose, mas traz reflexos negativos para várias atividades", ressaltou.

Baggio frisou que os setores que formam a cadeia produtiva do papel sofrem de forma diferenciada os impactos da crise. "O segmento de embalagem, papel e papelão apresentou melhora nos resultados em julho, mas não podemos esquecer que o volume de produção da atividade no acumulado do ano até junho foi 15% inferior ao verificado no mesmo intervalo do ano passado", disse.

Fonte: Diário do Comércio