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Indústria
prevê alta de exportações
11/08/2009 - Duas pesquisas revelam uma mudança de humor
entre as indústrias exportadoras. Depois de enfrentarem uma
forte queda nas vendas no primeiro semestre, as empresas estão
mais otimistas em relação aos próximos meses.
Estudo da Fiesp, feito com 78 indústrias do Estado e obtida
com exclusividade pela Agência Estado, mostra que os executivos
esperam crescimento de 7,6% na receita de exportação
sobre o primeiro semestre. Os dados estão no "Indicador
Fiesp de Perspectivas de Exportação de Produtos Industrializados"
de agosto. Em julho, os empresários previam queda de 1,1%
na receita . Essa reversão nas projeções de
exportação é confirmada pela Sondagem Conjuntural
da Indústria de Transformação da FGV.
No
mês passado, 17% das 1.115 indústrias consultadas contavam
com crescimento da demanda externa entre julho e setembro deste
ano e apenas 9% delas projetavam queda para o período. Em
junho, o porcentual de indústrias que apostavam no crescimento
era de 13%, enquanto 15% delas previam queda. É a primeira
vez desde setembro de 2008, que o número de empresas que
preveem aumento nas exportações supera o número
de indústrias que projetam retração. Se as
estimativas dos industriais paulistas se confirmarem, as exportações
no segundo semestre deste ano vão chegar a US$ 42,119 bilhões.
Apesar
de 7,6% maiores do que no primeiro semestre de 2009, será
uma queda de 33% na comparação com o resultado do
segundo semestre de 2008, de US$ 63,553 bilhões. Em 2008,
as vendas externas cresceram 13% no segundo semestre ante o primeiro.
"As exportações estão sendo retomadas
lentamente e, por isso, melhoraram as expectativas para o segundo
semestre", afirma o gerente do Departamento de Economia da
Fiesp, André Rebelo. Ele destaca que esse resultado é
generalizado entre os setores industriais e não pode ser
atribuído a um ou outro gênero que esteja se recuperando
mais rapidamente do que outros. "Houve uma mudança no
humor, apesar do câmbio", afirma Alfredo Goeye, presidente
da Sertrading, a segunda maior trading do País. Ele destaca
a reação nas exportações de commodities
metálicas e nos produtos siderúrgicos. Para ele, haverá
recuperação nas exportações em razão
do fim de período de ajuste de estoques em outros países.
Ou seja, a economia mundial começa a se recuperar. Na indústria
de alimentos, a reação recente nos preços do
suco de laranja e das carnes são os primeiros sinais que
a demanda internacional voltou a crescer, observa Amilcar de Almeida,economista
da Associação Brasileira das Indústrias da
Alimentação (ABIA). "Isso deve afetar positivamente
os contratos de exportação nos próximos três
meses."
Fonte:
O Estado de S Paulo - Economia - 11.08.09
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