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Desemprego
fica estável na RMBH
30/07/2009 - A taxa de desemprego da População Economicamente
Ativa (PEA) na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH)
permaneceu estável em junho, frente a maio, e fechou o mês
em 11%, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada
ontem. O número de desempregados (293 mil) também
se manteve inalterado, porque a entrada de 1 mil trabalhadores no
mercado foi absorvida pela criação do mesmo número
de vagas.
A PED
é realizada pela Fundação João Pinheiro
(FJP), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese), Secretaria de Estado de Desenvolvimento
Social (Sedese) e Fundação do Sistema Estadual de
Análise de dados (Seade).
No
mês passado, a taxa de desemprego aberto caiu para 8,5%, depois
de registrar variação de 8,9% em maio. O desemprego
oculto teve incremento de 0,4 ponto percentual, passando de 2,1%
em maio para 2,5% em junho.
O número
de ocupados também se manteve no mesmo patamar em junho,
somando 2,369 milhões, contra 2,368 milhões no mês
anterior. O setor que mais empregou na região foi o de serviços,
com 1,353 milhão de pessoas, frente 1,338 milhão em
maio, o que gerou um saldo positivo de 15 mil postos de trabalho.
Já
o setor da construção civil criou no mês passado
7 mil empregos e atingiu a marca de 173 mil postos de trabalho.
O comércio, por sua vez, cortou 14 mil vagas e empregou 346
mil pessoas em junho. O grupo Outros (que inclui serviços
domésticos, agricultura, pecuária e extração
vegetal) cortou 7 mil postos, passando para 177 mil no mês
passado.
O nível
de emprego na indústria, um dos principais responsáveis
pelo grande volume de demissões, também não
apresentou grande variação em junho ante o mês
anterior. Em junho, 320 mil pessoas da RMBH trabalhavam nas indústrias
da região.
Na
avaliação do secretário de Estado de Desenvolvimento
Social, Agostinho Patrus, os números começam a refletir
a recuperação da economia. "Temos indicativos
de que os setores que foram mais prejudicados quando a crise começou
estão retomando o ritmo de atividades e já começamos
a perceber os impactos positivos no nível do emprego",
disse.
Em
relação à forma de contratação,
foi registrado em junho o corte de 5 mil vagas entre os assalariados
com carteira assinada e a entrada de 3 mil trabalhadores em atividades
sem registro formal, na comparação com maio. O serviço
público empregou 4 mil pessoas a mais do que no mês
anterior e no mesmo período começaram a trabalhar
como autônomos 3 mil trabalhadores.
De
acordo com o coordenador técnico da Fundação
João Pinheiro, Plínio Campos Souza, a retração
do emprego formal e o aumento da informalidade indicam uma piora
no mercado de trabalho em função da retração
econômica. "Apesar do número de desempregados
ter parado de crescer, a condição em que as pessoas
estão trabalhando está pior. Se uma pessoa faz um
'bico' para sobreviver nada indica que no próximo mês
ele continuará a ter renda própria", explicou.
Apesar
disso, o rendimento real médio dos ocupados (R$ 1,194 mil)
teve pequeno acréscimo de 0,7% em junho ante o mês
anterior. A aceleração dos valores para os assalariados
foi menor, de 0,4%, e chegou à média de R$ 1,194 mil.
O salário dos autônomos caiu 2,2% e passou para R$
942 em junho.
A variação
da taxa de desemprego na RMBH foi a menor do Brasil entre as seis
regiões metropolitanas pesquisadas e abaixo da média
nacional (de 14,8%). Distrito Federal (16,4%), Recife (19,4%) e
Salvador (21,3%) também ficaram acima da variação
do país e Porto Alegre (12%) e São Paulo (14,2%) ficaram
abaixo.
Com
relação a junho do ano passado, o percentual de pessoas
desempregadas no mês passado na RMBH apresentou aceleração
de 1,1 ponto percentual. Naquele período a desocupação
atingia 9,9% da PEA. Já o número de ocupados subiu
1,5% em junho de 2009 contra o mesmo período de 2008, quando
estavam trabalhando 2,335 milhões de pessoas.
Fonte:
Diário do Comércio
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