C&P obteve R$ 326 milhões em financiamento

27/07/2009 - O Banco do Brasil desembolsou até agora um terço do orçamento de R$ 6 bilhões destinados à instituição pelo Tesouro Nacional para financiar capital de giro emergencial a agroindústrias e usinas de álcool.

O BB ainda não recebeu os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para lastrear esses empréstimos, como previsto pelo governo, mas financiou R$ 2 bilhões a empresas dos segmentos sucroalcooleiro, frigorífico, tabaco, têxtil, madeira e celulose, máquinas e equipamentos agrícolas, café e laticínios. Até o fim de agosto, o BB estima emprestar outros R$ 3 bilhões em operações com juros fixos de 11,25% ao ano para empresas com dificuldades de caixa.

No balanço dos empréstimos, as usinas de álcool foram as mais beneficiadas até agora. Levaram R$ 817 milhões do total do crédito agroindustrial liberado pelo BB. Com dificuldades de caixa, os frigoríficos contrataram R$ 795 milhões da linha. Já o complexo soja ficou com R$ 558 milhões. A surpresa ficou para os desembolsos às indústrias de tabaco, que levaram R$ 362 milhões, e das têxteis, que contrataram R$ 275 milhões. Indústrias de madeira e celulose obtiveram R$ 326 milhões em financiamento.

Nos cálculos do BB, entram todas as operações de crédito agroindustrial feitas na safra 2008/09, encerrada em 30 de junho - nesse período, o banco liberou R$ 30,5 bilhões em crédito rural. No total, o governo reservou R$ 12,3 bilhões para socorrer agroindústrias e usinas de álcool.

Fonte: Valor Econômico - Adaptado por Celulose Online