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Indústria
de embalagens começa a se recuperar
Demanda inicia uma retomada
RAFAEL
TOMAZ
22/07/2009
- Os fabricantes de embalagens de papel e papelão em Minas
Gerais estão registrando uma recuperação gradual
nos negócios neste início do segundo semestre após
as perdas verificadas nos primeiros seis meses do ano. A melhora
é atribuída à retomada de segmentos da indústria
no Estado, conforme algumas empresas consultadas pelo DIÁRIO
DO COMÉRCIO.
Na
Cartonagem Imediata, instalada na região Nordeste de Belo
Horizonte, a retomada foi percebida no início do segundo
semestre, de acordo com o proprietário, Paulo Sérgio
Pimenta Pinheiro. Conforme ele, há um aumento na demanda
em julho, mas ainda está abaixo dos patamares de 2008.
Entre
os setores que elevaram os pedidos está a indústria
de autopeças, que foi beneficiada com o reaquecimento nas
vendas em virtude da redução do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) para veículos. Além disso,
Pinheiro afirmou que os segmentos de vestuário, alimentos
e laticínios também estão apresentando um aumento
das encomendas.
Segundo
Pinheiro, entre janeiro e junho o volume de negócios da Cartonagem
Imediata registrou retração de aproximadamente 10%
em relação ao mesmo intervalo do exercício
passado.
Entre
as causas dos resultados negativos em 2009 está a queda nas
vendas externas de alguns clientes. "As empresas exportadoras
verificaram um menor volume de pedidos no primeiro semestre",
explicou.
Natal
- Pinheiro lembrou que também contribuiu o fato de que
nos primeiros seis meses do ano a demanda geralmente é fraca.
O melhor período para o setor é o segundo semestre
em virtude do aquecimento nas vendas da indústria em virtude
do Natal.
A Damasceno
Embalagens Ltda, instalada em Coronel Fabriciano, no Vale do Aço,
retomou a produção neste mês. Atualmente, a
produção na gráfica está em um ritmo
de 65 toneladas mensais, sendo a média do período
pré-crise. Nos primeiros meses de 2009, a produção
foi menor: aproximadamente 45 toneladas por mês.
De
acordo com o diretor comercial da empresa, Júnior Damasceno,
no início do ano foi verificada queda na atividade em virtude
dos efeitos da crise financeira. Ele estima que entre janeiro e
junho os pedidos caíram cerca de 25% na comparação
com o mesmo intervalo do exercício passado.
Conforme
Damasceno, a melhora verificada neste mês reflete a retomada
de pequenas indústrias, que formam grande parte da carteira
de clientes da empresa. Ele lembrou que o reaquecimento da economia
na região em virtude das siderúrgicas também
colaboraram para as expectativas otimistas.
Carga
tributária - Apesar disso, ele lembrou que alguns entraves
dificultam a recuperação do setor em meio ao cenário
de retração econômica. Para Damasceno, o principal
problema enfrentado pelas empresas é a pesada carga tributária.
"Além disso, há a legislação trabalhista
brasileira que onera os empreendedores", disse. A Damasceno
Embalagens é responsável por 67 postos de trabalho,
conforme o diretor.
Em
2008, o setor de embalagens no país faturou R$ 36,6 bilhões.
O resultado foi 12,6% superior ao registrado no ano anterior, conforme
o Estudo Macroeconômico da Embalagens, desenvolvido pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Associação
Brasileira de Embalagem (Abre).
Apesar
disso, a produção da indústria de embalagens
caiu 0,61% no ano passado na comparação com o exercício
anterior. O setor é responsável por aproximadamente
200 mil postos de trabalho no país.
As
estimativas do Sindicato das Indústrias de Celulose, Papel
e Papelão no Estado de Minas Gerais (Sinpapel), apontam para
queda de aproximadamente 25% no faturamento no primeiro semestre
em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
Fonte: Diário do Comércio
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