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CNI
explica porque redução da jornada de trabalho não
criará empregos
16/07/2009 - Quais as condições necessárias
para a criação de empregos? Quais são os efeitos
da redução da jornada sem o correspondente ajuste
nos salários sobre a produção e o mercado de
trabalho? As respostas para essas e outras perguntas estão
na publicação Redução da jornada de
trabalho - mitos e verdades, que a Confederação Nacional
da Indústria (CNI) elaborou para esclarecer a população
sobre o impacto de uma eventual aprovação da Proposta
de Emenda à Constituição 231/95. Em tramitação
no Congresso Nacional, a PEC, estabelece a redução
da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem a diminuição
dos salários. Prevê ainda o aumento do adicional da
hora extra de 50% para 75% do valor da hora trabalhada.
Na
publicação, a CNI alerta que a medida não estimulará
a criação de empregos, como alegam seus defensores.
Aprovada na terça-feira, 30 de junho, pela Comissão
Especial da Câmara dos Deputados, a proposta elevará
os custos da produção indistintamente em todas as
empresas, atividades e regiões do país. Especialmente
neste momento em que a economia brasileira enfrenta os efeitos nefastos
da recessão mundial, a redução na jornada comprometerá
a competitividade das empresas. O impacto será ainda maior
nas micros e pequenas empresas, que não terão condições
de absorver ou repassar os custos provocados pela medida.
A CNI
lembra que a criação de emprego depende de diversos
fatores, principalmente de investimentos na produção,
aumento do consumo, crescimento sustentado e educação
de boa qualidade. Baseados na experiência brasileira e de
outros países, a indústria acredita que a livre negociação
é o caminho possível e sustentável para a redução
da jornada de trabalho. Acordos negociados conforme as possibilidades
de empregados e empregadores já garantem a diversas categorias
profissionais jornadas menores do que as 44 horas semanais estabelecidas
na Constituição.
Fonte:
site FIEMG
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