Desempenho da indústria de Minas apresenta estabilidade em maio

07/07/2009 - Os efeitos negativos da crise mundial respingam menos na indústria mineira. Dados do Index, publicação mensal divulgada pela Fiemg, revelam que o faturamento do setor apresentou em maio ligeiro recuo de 0,05% em relação a abril, na série livre de influências sazonais. O resultado é considerado estável e pode ser atribuído ao aumento das exportações e das vendas internas. Na mesma base de comparação o nível de emprego avançou 0,14%.

O setor de produtos de metal teve o melhor desempenho, apresentando expansão de 64,44% no faturamento de maio, ante abril. Conforme a pesquisa, o crescimento está associado ao maior número de pedidos feitos juntos às empresas de estruturas metálicas.
O faturamento da indústria de celulose e papel cresceu 29,21% em maio, frente a abril, desconsiderando as influências sazonais. O desempenho estaria vinculado ao aumento de pedidos, tanto no mercado doméstico quanto internacional. A pesquisa mostra que também registraram índices positivos os setores de máquinas e equipamentos (9,48%), produtos químicos (7,65%), produtos alimentícios (6,78%), vestuário e acessórios (2,03%), veículos automotores (1,98%) e minerais não-metálicos (1,94%).

"Pode-se dizer que há um movimento de gradual retomada no faturamento real da indústria mineira em geral. Comparado a dezembro de 2008, o faturamento parque fabril registrou em maio crescimento de 10,5%", ressalta o presidente do Conselho de Política Econômica e Industrial da Fiemg, Lincoln Gonçalves Fernandes.

Por outro lado, a indústria extrativa mineral continuou sentindo os efeitos da crise. O faturamento do setor recuou 13,26% em maio, em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Conforme o Index, a negociação dos preços do minério de ferro no mercado internacional contribuiu para a queda do faturamento.

Na comparação com maio de 2008, o faturamento da indústria de Minas recuou 17,69%. Nos últimos 12 meses houve queda de 3,53%.

O acumulado dos cinco primeiros meses de 2009 registrou decréscimo de 17,13% no faturamento. As maiores quedas ocorreram nos setores de máquinas e equipamentos (40,47%), metalurgia básica (37,59%), celulose e papel (26,46%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (23,13%). Crescimento foi verificado somente nos setores de produtos de metal (23,4%) e minerais não-metálicos (1,51%).

O emprego na indústria de Minas cresceu 0,92% no mês de maio, em relação a abril. Livre das influências sazonais houve aumento 0,14%. Nessa segunda base de comparação, o setor que registrou a maior elevação foi produtos de metal (4,45%), em virtude das contratações para canteiros de obras no segmento de estruturas metálicas.

Em relação a maio de 2008, o número de postos de trabalho na indústria mineira caiu 0,71%. Entretanto, no acumulado entre janeiro e maio, o emprego registrou elevação de 0,37%. Destaque para o setor de minerais não-metálicos, que teve aumento superior a 32% no quadro de pessoal. O crescimento foi influenciado pelos segmentos de refratários, artefatos de concreto e de cimento. Também apresentaram crescimento no indicador os setores de produtos de metal (7,7%), produtos alimentícios (5,33%), extrativo mineral (5,22%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,68%), bebidas (3,66%) e de produtos químicos (0,09%).

A utilização da capacidade instalada atingiu 82,10% em maio, contra 81,89% em abril. Na série dessazonalizada houve retração de 0,15 ponto percentual, registrando 81,83% em maio, contra 81,98% no mês anterior. Em relação a maio do ano passado (86,20%), houve recuo de 4,1 pontos percentuais. Nos primeiros cinco meses do ano a indústria de Minas operou em 80,02% de sua capacidade instalada. No mesmo período do ano passado o nível de atividade atingiu 85,04% da capacidade total.

Fonte: Site FIEMG