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Saldo
comercial cresce 25% no 1º semestre
02/07/2009 - A balança comercial brasileira registrou um
superávit no primeiro semestre 24,8% maior do que no mesmo
período do ano passado. O saldo entre exportações
e importações foi de US$ 14 bilhões.
O resultado
- positivo do ponto de vista das contas externas - é fruto
de dois cenários adversos: a queda do comércio internacional,
que reduziu as exportações, e a retração
da economia brasileira, que diminuiu as importações.
Isso significa que as empresas que atuam no comércio exterior
tiveram piora nos seus negócios, o que coloca empregos em
risco.
O fluxo
de comércio caiu 25,3% nos seis primeiros meses do ano. A
corrente ou fluxo de comércio mostra um retrato mais fiel
da realidade do comércio exterior brasileiro porque soma
as exportações e as importações. Nos
seis primeiros meses do ano, as vendas ao exterior caíram
22,2%, e as importações, 28,9%.
No
mês passado, o movimento foi o mesmo. Com queda de 38% nas
importações (que somaram US$ 9,8 bilhões) e
de 22,2% nas exportações (que ficaram em US$ 14,5
bilhões), o saldo comercial em junho foi de US$ 4,6 bilhões,
o melhor resultado mensal desde dezembro de 2006 (30 meses). Em
relação a junho do ano passado, o saldo da balança
é 69,5% maior.
Queda
generalizada
A piora dos indicadores de comércio exterior do Brasil foi
generalizada. Todas as chamadas categorias de uso (industrializados,
matérias-primas e intermediários) tiveram redução
tanto de exportações quanto de importações.
A venda
de matérias-primas, que vem sustentando as exportações
para a China, caiu 7% no semestre em comparação com
os seis primeiros meses de 2008. Mesmo com a queda, a participação
dos chamados produtos básicos nas vendas aumentou de 35%
no ano passado para 42% este ano.
Os
industrializados, por outro lado, perderam importância na
pauta de exportações brasileiras, passando de 62%
de participação em 2008 para 56% neste ano.
Barral
ressaltou que, entre os produtos industrializados, o Brasil aumentou
as vendas para os países em desenvolvimento. Ainda assim,
as exportações de manufaturados tiveram queda de 30%
no semestre.
As
maiores quedas de exportações e importações
também estão em todas as categorias de uso. Os itens
em que o Brasil teve maior redução nas vendas externas
foram óleos combustíveis (-61%), semimanufaturados
de ferro e aço (-60%), alumínio (-54%) e petróleo
(-50%). Os produtos em que houve maior queda de importações
no semestre foram combustíveis e lubrificantes (-51%), matérias-primas
e intermediários (-32%), máquinas (-14%) e bens de
consumo (-7%).
Fonte:
Folha de S. Paulo. Adaptado por Celulose Online
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