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CNI
lança bolsa nacional de resíduos
29/06/2009 - No próximo dia 8, a CNI (Confederação
Nacional da Indústria) vai lançar, em Porto Alegre,
a primeira bolsa nacional de resíduos.
O SIBR
(Sistema Integrado de Bolsas de Resíduos) permitirá
que empresas de todo o país comuniquem gratuitamente pela
internet suas intenções de compra, venda e doação
de qualquer tipo de resíduo.
Na
primeira fase, o sistema integrará as bolsas das federações
de indústria da Bahia, de Goiás, de Minas Gerais,
do Pará, do Paraná e de Pernambuco. Na segunda, devem
participar federações do Rio Grande do Sul, de São
Paulo, do Ceará, de Santa Catarina, de Sergipe, do Espírito
Santo e de Alagoas.
A integração
dos Estados se dará em um site, ainda sem endereço
definido, e as ofertas feitas nas bolsas regionais serão
disponibilizadas também na nacional. Assim, o interessado
poderá buscar negócios regional ou nacionalmente.
Em
São Paulo, haverá a possibilidade de acesso a redes
regionais -Campinas é um dos polos em estudo. O projeto organizado
pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo) visa estimular o contato entre empresários
geograficamente próximos. O site da bolsa é http://apps.fiesp.com.br/bolsaresiduos/
.
Incentivo
"Concluímos que uma das maiores dificuldades na troca
dos resíduos é o custo de transporte, então
acreditamos que regionalizar é um incentivo", explica
Nelson Pereira dos Reis, diretor do Departamento de Meio Ambiente
da Fiesp.
Para
ele, a medida encoraja micro e pequenas indústrias a participar
da bolsa. As firmas desses portes compõem 82% da bolsa de
São Paulo. As médias são 12%, e as grandes,
6%. Segundo Reis, 70% das ofertas feitas na bolsa viram negócios.
Mas,
apesar de operar no Estado mais industrializado e, portanto, maior
gerador de resíduos, a bolsa de São Paulo perde em
volume para a bolsa do Paraná, que negocia também
acordos entre paulistas.
Para
Adilson Luiz de Paula Souza, coordenador técnico de negócios
do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) do
Paraná, o modelo de intermediação da bolsa
do Estado é um dos motivos de sucesso. Os interessados, explica,
só conversam pela bolsa e, assim, mantém-se um registro
das boas práticas.
Enquanto
a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que
definirá as obrigações do mercado com o lixo,
continua a ser discutida na Câmara dos Deputados, no projeto
de lei nº 203/ 2001, as bolsas de resíduos ganham importância.
"São
uma tendência. Com elas, é possível gastar menos
escoando um produto", sugere Luciano Basto, do Instituto Virtual
Internacional de Mudanças Globais, da UFRJ (Universidade
Federal do Rio de Janeiro).
Fonte:
Folha de S. Paulo. Adaptado por Celulose Online
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