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País
poupa 2 bi de toneladas de CO2 em 4 anos
29/06/2009 - A redução do desmatamento da Amazônia
que ocorreu entre 2004 e 2008 fez o país deixar de emitir
para a atmosfera 2 bilhões de toneladas de CO2, principal
gás envolvido no aquecimento global.
É
mais do que emite, ao ano, o Japão ou próprio Brasil,
dois dos seis maiores poluidores do mundo. Cada nação
emite 1,2 bilhão de toneladas.
A conta,
feita pela secretária nacional de Mudança Climática,
Suzana Khan, será apresentada pelo Ministério do Meio
Ambiente na Groelândia. Ela e o ministro Carlos Minc (Meio
Ambiente) participam nesta semana de uma reunião com 25 ministros
de meio ambiente dos países que mais contribuem com as emissões
de gases de efeito estufa.
No
período analisado, houve uma diminuição da
taxa de desmatamento de 53 mil km2 (veja quadro à direita).
A área é maior do que o território da Suíça
-que possui 41 mil km2.
O objetivo
da secretária é mostrar o esforço que o país
tem feito para acabar com o desmate na floresta amazônica.
"Eles podem dizer que ainda desmatamos muito. Mas olha o nosso
tamanho. E moram 20 milhões de pessoas na região,
essas pessoas precisam de renda", diz Khan.
A conta
também visa a aplacar os ânimos da comunidade internacional.
A recente ação do presidente Lula, que sancionou a
medida provisória 458- que dá terras de graça
na Amazônia-, é considerada um desastre pelos ambientalistas
e teve repercussão internacional. O país quer mostrar
que o desmatamento está caindo e que merece receber compensação
financeira por isso.
Há
um grande impasse nas negociações para o próximo
acordo climático global. O clima é de desconfiança
entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento.
Para
colocarem propostas verdadeiras na mesa, os ricos querem que os
mais pobres se comprometam a também reduzirem as emissões
de gases-estufa. E os países em desenvolvimento evitam se
comprometer com metas -dizem que a responsabilidade histórica
é dos países industrializados.
Entre
os participantes do encontro na Groelândia estão Estados
Unidos, China, Índia, África do Sul e diversos europeus
-Alemanha, França, Dinamarca, Suécia e Noruega.
"Os
dois lados, dependendo da forma como se analisa, têm razão",
diz a secretária. E seu ponto de vista é que o Brasil
tem muito a perder com o aumento da temperatura do planeta. "Mais
até do que a China, por exemplo", diz. O aquecimento
global pode transformar a Amazônia em savana e afetar a agricultura
em todo o país.
Política
de clima
O projeto de lei que cria a Política Nacional de Clima continua
parado no Congresso. Na semana passada, ONGs apresentaram um manifesto
que pedia, entre outras coisas, agilidade para a aprovação
da lei.
Khan
concorda que a aprovação da lei é importante.
"Se não tiver esse norteador do desenvolvimento vai
cada um para um lado", afirma.
Fonte:
Folha de S. Paulo. Adaptado por Celulose Online
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