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País
precisa unificar posição sobre lei ambiental
22/06/2009 - As divergências de posicionamento do governo,
empresas e ONGs sobre a proteção ambiental no Brasil
devem ser superadas para que o País apresente "uma posição
uníssona" na Conferência de Copenhague, na Dinamarca,
que acontecerá em dezembro. A opinião é do
relator do projeto de lei de compensação ambiental,
deputado Jorge Khoury (DEM-BA).
Na
semana passada, em debate no Conselho de Assuntos Legislativos da
CNI (Confederação Nacional da Indústria), ele
disse que, até setembro, quando prevê estar concluída
a discussão sobre a posição brasileira, devem
ser fechados pontos comuns nas diferentes posições
do governo (em especial nos Ministérios do Meio Ambiente
e das Relações Exteriores), do empresariado, do Congresso
e das ONGs (Organizações Não Governamentais).
O encontro
na Dinamarca, que ficou conhecido como COP 15, discutirá
as normas de proteção ao meio ambiente a partir de
2012, em substituição ao Protocolo de Kyoto.
Brasil
em destaque
"Haverá uma enorme expectativa na Conferência
de Copenhague sobre a posição do Brasil, por causa
da Amazônia e por deter uma grande parcela das reservas naturais
ainda existentes no mundo. Temos chances, por isso, de influenciar
a nova regulamentação ambiental posterior à
vigente do Protocolo de Kyoto. Não é possível
que cheguemos a Copenhague divididos", afirmou.
O deputado
é relator do PL 266/07, que regulamenta a cobrança
de compensação ambiental pelos impactos de empreendimentos
no meio ambiente. A proposta tramita na Comissão de Meio
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos
Deputados, aguardando parecer final de Khoury.
Estágio
dos países
Em fevereiro, a CNI participou de encontro de entidades empresariais
de sete países, incluindo EUA e Japão, para discutir
posições a serem levadas para a Conferência
de dezembro. A CNI defende que as normas sobre as mudanças
climáticas levem em consideração os diferentes
estágios de desenvolvimento dos países.
Estudo
da Confederação mostra que o Brasil é responsável
por apenas 8,8% das emissões de gases que provocam o efeito
estufa e que a participação das fontes renováveis
na matriz energética brasileira está muito acima da
média mundial, que é de 14%.
Fonte:
Infomoney. Adaptado por Celulose Online
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