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Recuperação
do emprego será mais demorada
18/06/2009 - Ao contrário do mês passado, quando previa
uma normalização do nível do emprego industrial
paulista já no final do primeiro semestre, a Fiesp (Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo) agora vê
uma trajetória mais longa para o fim das quedas, que pode
acontecer apenas no segundo semestre.
A mudança
de postura ocorreu com o resultado do nível de emprego do
mês de maio, que apresentou queda de 0,17% na comparação
com abril, o que significou uma perda de 3.500 empregos.
O número
que decepcionou a Fiesp foi o de empregos perdidos descontando o
setor de açúcar e álcool -- que tem um componente
sazonal mais forte e tem o pico de contratação nos
primeiros meses do ano. O emprego sem esse setor havia recuado 1,9%
em fevereiro, 0,9% em março e 0,5% em abril, e levava a entidade
a crer em uma neutralidade em maio. Porém, o mês apresentou
queda de 0,4%.
"Estávamos
esperando uma neutralidade em maio, e os números nos decepcionaram.
A trajetória será mais longa do que era suposto",
lamentou o diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas Econômicas)
da Fiesp, Paulo Francini. "Ainda temos uma perda de razoável
tamanho, mostrando que há um ajuste que não se promoveu."
Sobre
o quão mais longo será essa trajetória, Francini
disse que tinha expectativa de já em junho zerar as perdas,
mas "é mais possível" que demore mais dois
meses, o que levaria a neutralidade apenas para julho.
Para o economista, um dos principais responsáveis pelo "retardamento"
da normalidade no emprego está no mercado externo. "A
exportação está atrapalhando", disse Francini,
dando como exemplo o setor metalúrgico, que está entre
os que mais demitem mesmo com o reaquecimento de alguns de seus
principais clientes internos, como as montadoras e as fabricantes
de eletrodomésticos. "O mercado interno é que
está segurando as pontas."
Francini
ainda descartou a possibilidade do saldo total de empregos da indústria
paulista apresentar alta em 2009 na comparação com
o ano passado. Porém, ele aposta em uma recuperação
no segundo semestre que ao menos diminua o resultado negativo de
46 mil empregos perdidos no acumulado do ano até maio.
Fonte:
Folha de S. Paulo. Adaptado por Celulose Online
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