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Aracruz
Celulose deve mudar de nome após fusão
16/06/2009 - Na primeira quinzena do próximo mês, será
anunciado o novo nome do maior grupo produtor de celulose do mundo,
resultado da fusão das empresas Votorantim Celulose e Papel
(VCP), com sede em São Paulo, e Aracruz Celulose, com sede
no Espírito Santo.
O nome
que representará as duas empresas ainda está em estudos,
mas, segundo fontes de mercado, ele excluirá a marca Aracruz
Celulose.
De
acordo com essas fontes, o novo nome será anunciado depois
que estiver completa a composição da nova diretoria.
Os gestores do grupo estudam as sugestões do novo nome, considerando
que a nova marca deverá situar o grupo como forte companhia
nacional e com inserção no mercado internacional.
A troca
de nomes é uma das ações resultantes do processo
de reestruturação do grupo. Outras ações,
como acontece em todo processo de fusão, virão a curto,
médio e longo prazos. Com a negociação feita
no ano passado, a VCP assumiu o controle acionário da Aracruz,
com 84% do capital votante, e o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) manteve os seus 12,5%.
Segundo
fontes de mercado, com a fusão, todas as grandes decisões
da nova companhia serão tomadas fora do Espírito Santo,
e há a expectativa de demissões em todos os escalões.
Para as empresas locais, há a possibilidade de ficarem de
fora das compras, que deverão ser centralizadas na sede da
companhia, em São Paulo.
Chefia
Além da troca do nome do grupo, com a integração
das duas empresas, o atual presidente da Aracruz, Carlos Lira Aguiar,
deve assumir a presidência da holding, função
que desempenhará nos próximos dois a três anos,
informam fontes de mercado. A parte operacional da Aracruz deverá
ficar a cargo do executivo que hoje está na VCP.
Outra
informação, dada como certa pelo mercado é
a saída de Walter Lídio Nunes, executivo da Aracruz,
da área operacional para a área florestal. Responsável
pela operação das quatro fábricas de celulose
da Aracruz - três no Espírito Santo e uma no Rio Grande
do Sul - ele assumiria o comando de todas as ações
da área florestal da nova companhia.
As
florestas da nova companhia, distribuídas pelos Estados do
Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato
Grosso do Sul e São Paulo, somam uma área superior
a um milhão de hectares. A capacidade anual de produção
de celulose será de 5,8 milhões de toneladas. O quadro
das duas empresas é de cerca de 15 mil funcionários.
A expectativa
do mercado é de que todas as mudanças sejam anunciadas
junto com a divulgação do novo nome da companhia,
principalmente as negativas. As notícias negativas, lembra
uma das fontes, em um tipo de negócio como esse, devem ser
anunciadas de uma só vez.
As
informações positivas, destaca a fonte, viriam aos
poucos, em várias etapas. Até mesmo para ampliar a
repercussão por um tempo maior.
Fonte:
Gazeta Online. Adaptado por Celulose Online
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