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Cenibra
prevê receita 40% menor em 2009
04/06/20098 - A conjunção de desaquecimento da economia
na União Europeia e nos Estados Unidos em função
da crise global e a desvalorização do dólar
devem fazer com que as empresas de papel e celulose no Brasil registrem
queda de faturamento na ordem de dois dígitos este ano. O
faturamento da Cenibra, produtora de 1,2 milhão de toneladas
de celulose em Belo Oriente (MG), este ano deve cair de US$ 730
milhões de 2008 para US$ 400 milhões este ano, perda
40%.
"A
Cenibra não sofre separadamente . O que acontece este ano
afeta todas as empresas do setor", disse o presidente da Cenibra,
Fernando Henrique Fonseca, também presidente da Associação
Brasileira dos Produtores de Florestas Plantadas (Abraf). "A
dependência do mercado externo é muito grande e o Brasil
atrai investimentos à medida em que têm custos de produção
menores, vantagem que é diminuída com a valorização
da moeda. Este ano, a demanda chinesa fez com que a tonelada valorizasse
5% em dólar, mas o dólar desvalorizou 15% diante do
real."
Segundo
Fernando Henrique, a empresa aumentou sua produção
nos últimos cinco anos em 25%, sem que o faturamento registrasse
evolução significativa, em razão sobretudo
da questão cambial. O executivo afirmou que a necessidade
da China em recompor estoques sustentou a demanda externa da Cenibra,
que exporta 93% de sua produção. "A China respondia
há um ano por 15% da nossa pauta e agora compra 37% da celulose."
Apesar
do péssimo 2009, a empresa, controlada 100% pela japonesa
JBP, deve manter os investimentos programados. "Começamos
há dois anos o planejamento para aumentar a produção
em 2014. Como ainda está relativamente longe, não
encontramos motivo para rever a decisão de expandir a base
florestal." Cerca de 80% da matéria prima utilizada
é de produção própria. Como o ciclo
do eucalipto leva sete anos para atingir o tempo de corte, as empresas
do setor ainda não decidiram rever as expansões programadas.
A área
plantada com reflorestamento tem crescido todos os anos desde 2004,
apesar da questão cambial. Nos últimos cinco anos,
a área plantada no Brasil passou de 4,962 milhões
de hectares para 6,128 milhões, uma elevação
de 23,4%. O motor tem sido as vantagens comparativas de custo, que
ainda persistem.
Fonte:
Valor Econômico. Adaptado por Celulose Online
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